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Perguntas e respostas

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Quarta, 25 de Novembro de 2015, 17h07 | Última atualização em Quarta, 09 de Dezembro de 2015, 11h29

Perguntas e respostas

 

O que é a febre do Mayaro?

É uma doença infecciosa febril aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitido por artrópodes), que geralmente causa uma doença de curso benigno semelhante a dengue, que após o período entre uma e duas semanas o paciente se recupera completamente. Entretanto, parte dos pacientes pode apresentar queixa de artralgia intensa, acompanhada ou não de edema. A lesão pode ser limitante ou incapacitante e durar por meses, quando a recuperação é mais prolongada. Casos graves podem apresentar encefalite, no entanto, na maioria dos casos a doença é autolimitada, com o desaparecimento dos sintomas em uma semana.

 

Como a doença é transmitida?

O vírus Mayaro é transmitido através da picada de mosquitos silvestres, principalmente Haemagogus janthinomys, que vivem em matas e em vegetações à beira dos rios, onde os primatas não humanos ocorrem. Quando o mosquito pica um macaco doente, ele adquire o vírus e depois de um ciclo em seu organismo, passa a torna-se capaz de transmitir o vírus à outros macacos e ao homem, susceptíveis.

 

Como a doença pode ser evitada?

Considerando que atualmente não existem vacinas disponíveis no mercado, a única forma de minimizar o risco da febre de Mayaro é evitar exposição com corpo desprotegido, em locais de mata e beira de rios, principalmente, nos horários de maior atividade do vetor (entre 9 e 16 horas). Também é indicado utilizar roupas cumpridas que minimizem a exposição de parte do corpo aos vetores silvestres, preferencialmente, acompanhado da uso de repelentes. Cuidado adicional deve ser tomado nas áreas com ocorrência recente de transmissão do vírus Mayaro, como registrado mais recentemente em municípios de Goiás, Tocantins e no Pará em meados de 2014 e 2015.

 

Que lugares constituem áreas de risco?

Locais que têm matas e rios onde o vírus e seus hospedeiros (macacos) e vetores silvestre ocorrem naturalmente são identificadas como áreas de risco. No Brasil, a região Amazônica e o Centro Oeste são áreas consideradas endêmicas para o Mayaro. Entretanto, dada abaixa frequência de registros da doença assim como o baixo número de trabalhos científicos em outras áreas do país, não é possível definir área livre da doença no Brasil, ainda que não existam registros oficiais de ocorrências nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul.

 

Que época do ano a doença é mais comumente registrada?

Estudos têm demonstrado que as doenças que são transmissíveis por vetores normalmente são influenciadas e favorecidas pelas épocas do ano em que se acumulam maiores índices de chuva e calor, favorecendo a proliferação dos vetores, como ocorre em diversas regiões do Brasil, principalmente na primavera e o verão.


Qualquer pessoa está em risco de contrair febre amarela silvestre?

Sim. Qualquer pessoa, independentemente da idade ou sexo, que vive nas áreas de mata, rural ou silvestre da região considerada endêmica, ou ainda, aqueles que visitam essas áreas, pode ter a doença. Entretanto, se a pessoal já teve a doença desenvolve imunidade duradoura.

 

Quanto tempo leva para que a doença se tornar aparente?

Após a picada do mosquito infectado, a pessoa inicia os sintomas, geralmente de 1 a 3 dias após ter sido infectada, entretanto esse tempo pode variar de pessoa a pessoa, dependendo da imunidade individual, quantidade de partículas virais inoculadas, cepa viral, além de outros fatores.

Quais os sintomas da doença?

As manifestações clínicas são semelhantes às da dengue, inicia-se com quadro febril agudo inespecífico, que pode apresentar cefaleia, mialgia, exantema. A artralgia (dor nas articulações), que pode ser acompanhada de edema, é o principal sintoma das formas severas e, ocasionalmente, pode ser incapacitante ou limitante, persistindo por meses. Casos graves podem apresentar encefalite, no entanto, na maioria dos casos a doença é autolimitada, com o desaparecimento dos sintomas em uma semana.
O que você deve fazer se apresentar os sintomas?

Depois de identificar alguns desses sintomas, procure um médico na unidade de saúde mais próxima e informe sobre residência, trabalho passeio ou qualquer viagem para áreas rurais, de mata ou silvestre nos últimos 15 dias antes do início dos sintomas. Informe ainda se no local que você visitou recentemente, foi observada a presença de macacos (sadios ou doentes). Relate suas atividades realizadas e uso ou não de roupas protetoras a picadas de insetos e repelentes.
Como a febre do Mayaro é tratada?

Não há nenhum tratamento específico contra a doença. O médico deve tratar os sintomas, como dores no corpo e cabeça, com analgésicos e antitérmicos. Salicilatos devem ser evitados (AAS e Aspirina), já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. O médico deve estar alerta para quaisquer indicações de um agravamento do quadro clínico. Os pacientes devem permanecer em repouso, acompanhado de tratamento sintomático, com analgésicos e/ou drogas anti-inflamatórias, que podem proporcionar alívio da dor e febre. Importante: Somente um médico é capaz de diagnosticar e tratar corretamente a doença.

A febre do Mayaro é contagiosa?

A doença não é contagiosa, ou seja, não há transmissão de pessoa a pessoa, entre de animais a pessoas. É transmitida somente pela picada de mosquitos infectados com o vírus Mayaro.
Onde posso obter mais informações sobre a febre amarela?

Mais informações sobre a doença podem ser obtidas nas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde de todo o país, e no Ministério da Saúde.
Qual é o papel do Ministério da Saúde e da Secretaria de Vigilância em Saúde no controle da febre do Mayaro?

O Ministério da Saúde, através da Secretaria de Vigilância em Saúde, elabora normas e coordena as ações de vigilância e controle da doença, que se dá, sobretudo, para o seu monitoramento. Como uma zoonose silvestre não é possível sua eliminação de modo que monitorar o seu padrão endêmico contribuí para conhecer e acompanhar as características da doença além de contribuir para acompanhar as áreas de risco também monitora sua dispersão para áreas não afetadas e as populações sob risco; observando ainda aspectos relacionados com o modo de transmissão (silvestre vs. urbana), visto que o Aedes aegypti já demostrou capacidade de transmitir o vírus em laboratório, ainda que esse fato não tenha sido observado naturalmente.

 

 

 

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