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Gravidez: o que é, sintomas, complicações, tipos e prevenção

Escrito por Gustavo Frasão | Publicado: Terça, 19 de Fevereiro de 2019, 15h13 | Última atualização em Quarta, 20 de Fevereiro de 2019, 10h07

O que é gravidez?

A gravidez é um evento resultante da fecundação do ovulo (ovócito) pelo espermatozoide. Habitualmente, ocorre dentro do útero e é responsável pela geração de um novo ser.

Este é um momento de grandes transformações para a mulher, para seu (sua) parceiro (a) e para toda a família. Durante o período da gestação, o corpo vai se modificar lentamente, preparando-se para o parto e para a maternidade. 

A gestação (gravidez) é um fenômeno fisiológico e, por isso mesmo, sua evolução se dá, na maior parte dos casos, sem intercorrências.

IMPORTANTE: Há uma parcela pequena de gestantes que, por serem portadoras de alguma doença, sofrerem algum agravo ou desenvolverem problemas, apresentam maiores probabilidades de evolução desfavorável, tanto para o feto como para a mãe. Estas são, portanto, classificadas como gestações de alto risco.

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Quais são os sintomas da gravidez?

Alguns sintomas são comuns na gravidez, mas nem todas as mulheres os apresentam. O atraso menstrual é geralmente o sinal que mais chama a atenção da mulher para a possibilidade de uma gravidez. Alem disso, pode-se perceber os seguintes sinais e sintomas:

  • aumento dos seios;
  • enjoos/vômitos;
  • mais sono;
  • mais fome;
  • aumento da frequência urinária;
  • maior sensação de cansaço.

Para ampliar a captação precoce das gestantes, o Ministério da Saúde, por intermédio da Estratégia Rede Cegonha, incluiu o Teste Rápido de Gravidez nos exames de rotina do pré-natal, que pode ser realizado na própria Unidade Básica de Saúde (UBS), o que acelera o processo necessário para a confirmação da gravidez e o início do pré-natal.

Já no primeiro trimestre os sintomas podem ser observados pelas mulheres. Alguns podem permanecer até o final da gestação.

IMPORTANTE: Toda mulher da área de abrangência da unidade de saúde e com história de atraso menstrual de mais de 15 dias deverá ser orientada pela equipe de saúde a realizar o Teste Imunológico de Gravidez (TIG), que será solicitado pelo médico ou enfermeiro. Este teste é considerado o método mais sensível e confiável.

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Os sintomas da gravidez são iguais para todas as mulheres?

Não. Algumas mulheres são mais sensíveis às mudanças hormonais ou possuem condições que favorecem a exacerbação de determinados sintomas. Durante as consultas de pré-natal, todos os sintomas devem ser mencionados aos profissionais de saúde para que sejam avaliados, medicados, se necessário, ou para que se analise a necessidade de acompanhamento especializado ou de encaminhamento ao serviço de pré-natal de alto risco.

Existem medicamentos que são utilizados para minimizar alguns dos sintomas mais comuns, que podem surgir ao longo da gestação. Porém, não é indicada a automedicação, pois é um risco à saúde materna e fetal, uma vez que existem medicações contra-indicadas para o período gestacional. Os profissionais de saúde contam com protocolos e guias de orientação do Sistema Único de Saúde (SUS) para conduzir clinicamente os casos e orientar a mulher sobre mudança de hábitos que podem favorecer a minimização dos sintomas.

Portanto, a gestante não deve tomar medicamentos sem prescrição médica.

Direitos das gestantes

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Quais são os tipos de gravidez?

A depender do local onde ocorre a implantação do embrião, a gravidez pode se classificada em:

  • Gravidez tópica: a implantação do embrião ocorre na cavidade uterina.
  • Gravidez Ectópica: também é conhecida como gravidez extrauterina. Essa implantação embrionária se dá fora do útero (trompas ou outros locais).

Na dependência do número de embriões, a gravidez pode ser:

  • Gravidez única: apenas um embrião
  • Gravidez múltipla (gemelar): presença de dois ou mais bebês.

Quanto ao risco gestacional, a gravidez pode ser:

  • Gestação de risco habitual: é aquela na qual, após avaliação prenatal, não se identifica maiores riscos de complicações para mãe e/ou bebê. 
  • Gestação de alto risco: é aquela na qual se identificam doenças maternas prévias ou mesmo adquiridas durante a gestação podem colocar em risco a vida materna e/ou fetal (hipertensão, diabetes, anemias graves, problemas cardíacos, entre outras).
IMPORTANTE: Ressalta-se a importância do início do pré-natal o mais precocemente possível, bem como o comparecimento regular às consultas, pois muitas dessas complicações podem ser diagnosticadas e terem seus riscos minimizados.

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Quais complicações a gravidez pode provocar?

A gestante pode apresentar algumas complicações durante a gravidez, como:

  • diabetes;
  • hipertensão;
  • sangramentos.

Em alguns casos, o bebê pode não conseguir se desenvolver de forma adequada. Por isso, é importante o pré-natal desde o início, para que se possa diagnosticar estas e outras complicações. Nestes casos, a gestante será encaminhada à atenção de alto risco e será monitorada e acompanhada com maior frequencia de consultas, favorecendo, assim, o controle de intercorrências e prevenção de maiores complicações.

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Quais exames necessários durante a gravidez?

Os principais exames a serem realizados durante durante o pré-natal são:

  • Tipagem sanguínea e fator Rh: identifica seu tipo de sangue. Se a gestante tem Rh negativo e o pai do bebê tem Rh positivo, ela deve fazer um outro exame durante o pré-natal, o Coombs Indireto. Após o nascimento, caso o bebê tenha Rh positivo, a mulher deverá tomar uma vacina em até 3 dias após o parto, para evitar problemas na próxima gestação. Você tem direito a essa vacina pelo SUS.

  • Hemograma: identifica problemas como, por exemplo, anemia (falta de ferro no sangue), que é comum na gravidez e deve ser tratada.

  • Eletroforese de hemoglobina: identifica a doença falciforme ou a talassemia, que são hereditárias e requerem cuidados especiais na gravidez.

  • Glicemia:mede a quantidade de açúcar no sangue. Se estiver alta, pode indicar diabetes, que deve ser cuidada com dieta, atividade física e uso de medicamentos.

  • Exame de urina e urocultura: identificam a presença de infecção urinária, que deve ser tratada ainda durante o pré-natal.

  • Exame preventivo de câncer de colo de útero: este exame precisa ser realizado periodicamente por todas as mulheres, de acordo com a necessidade. Procure saber se você tem a necessidade de fazê-lo durante o pré-natal.

  • Teste rápido de sífilis e VDRL: identificam a sífilis, doença sexualmente transmissível que pode passar da gestante para o bebê durante a gravidez. Em caso de teste positivo, a gestante e seu parceiro devem ser tratados o mais rápido possível. O tratamento da sífilis é simples e eficaz. Pela Rede Cegonha, você tem direito ao teste rápido de sífilis no início do pré-natal.

  • Testes de HIV: identificam o vírus causador da aids, doença que compromete o sistema de defesa do organismo, provocando a perda da resistência e da proteção contra outras doenças. Pode ser transmitido da mãe para o filho durante a gravidez, o parto ou a amamentação. Quanto mais cedo iniciar o tratamento, maior a chance de a mulher e seu bebê ficarem saudáveis. Pela Rede Cegonha, você tem direito ao teste rápido de HIV no início do pré-natal.

  • Teste de malária: deve ser realizado em todas as gestantes da Região Amazônica, quer apresentem sintomas ou não.

  • Testes para hepatite B (AgHBs): identificam o vírus da hepatite B, que pode passar da mãe para o bebê durante a gravidez. Caso você tenha o vírus, seu bebê poderá ser protegido se receber a vacina e a imunoglobulina para hepatite B nas primeiras 12 horas após o parto. Pela Rede Cegonha, você tem direito ao teste rápido de hepatite B no início do pré-natal.

  • Teste rápido para hepatite C (anti-HCV): identifica o contato prévio com o vírus da hepatite C, que deve ser confirmado por um outro exame (HCV-RNA).

  • Exames para o pai: todos os homens adultos, jovens e adolescentes que participam do pré-natal têm direito a realizar exames para sífilis (teste rápido e VDRL), anti-HIV (teste rápido), hepatites virais B e C (testes rápidos), tipo sanguíneo e fator Rh, hemograma, lipidograma, glicose e eletroforese de hemoglobina.

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Proteção vacinal durante o pré-natal

A proteção vacinal tambem é importante durante o pré-natal e faz parte de toda a gravidez. São elas:

  • Vacina antitetânica (dT): protege contra o tétano no bebê e em você. Se você nunca foi vacinada, deve iniciar a vacinação o mais precocemente possível. Se já é vacinada e a última dose foi há mais de 5 anos, deve tomar um reforço.
  • Vacina contra a hepatite B: caso você não seja vacinada, deve tomar 3 doses para ficar protegida.
  • Vacina contra gripe (influenza): recomenda-se para toda gestante durante a campanha de vacinação.

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Como, quando e onde fazer/começar o pré-natal?

A gestante deverá procurar a unidade de atenção básica mais próxima de sua residência para avaliação de inclusão nas consultas de pré-natal. O objetivo deste acompanhamento de pré-natal é assegurar o desenvolvimento saudável da gestação, permitindo um parto com menores riscos para a mãe e para o bebê. Aspectos psicossociais são também avaliados e as atividades educativas e preventivas devem ser realizadas pelos profissionais do serviço.

A mulher grávida deve Iniciar o pré-natal na Atenção Primária à Saúde tão logo descubra ou desconfie que esteja grávida, preferencialmente até a 12ª semana de gestação (captação precoce).

O acompanhamento periódico e contínuo de todas as gestantes é para assegurar seu seguimento durante toda a gestação, em intervalos preestabelecidos (mensalmente, até a 28ª semana; quinzenalmente, da 28ª até a 36ª semana; semanalmente, no termo), acompanhando-as tanto nas unidades de saúde quanto em seus domicílios, bem como em reuniões comunitárias, até o momento do pré-parto/parto, objetivando seu encaminhamento oportuno ao centro obstétrico, assim como para a consulta na unidade de saúde após o parto.

Vale ressaltar que o pré-natal também é para o parceiro. Assim, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) instituída pela Portaria GM/MS nº 1.944, de 27 de agosto de 2009, tem como objetivo facilitar e ampliar o acesso com qualidade da população masculina, na faixa etária de 20 a 59 anos, às ações e aos serviços de assistência integral à saúde da Rede SUS, mediante a atuação nos aspectos socioculturais, sob a perspectiva relacional de gênero e na lógica da concepção de linhas de cuidado que respeitem a integralidade da atenção, contribuindo de modo efetivo para a redução da morbimortalidade e melhores condições de saúde desta população.

A PNAISH aposta na perspectiva da inclusão do tema da paternidade e cuidado, por meio do Pré-Natal do Parceiro, nos debates e nas ações voltadas para o planejamento reprodutivo como uma estratégia essencial para qualificar a atenção à gestação, ao parto e ao nascimento, estreitando a relação entre trabalhadores de saúde, comunidade e, sobretudo, aprimorando os vínculos afetivos familiares dos usuários e das usuárias nos serviços ofertados.

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Ações do Ministério da Saúde voltadas para a gravidez

A Rede Cegonha, instituída no âmbito do Sistema Único de Saúde, consiste numa rede de cuidados que visa assegurar à mulher o direito ao planejamento reprodutivo e à atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério, bem como à criança o direito ao nascimento seguro e ao crescimento e ao desenvolvimento saudáveis, e organizada em quatro componentes:

I - Pré-Natal: realizado nas unidades básicas de saúde do SUS, com acolhimento e captação precoce das mulheres que suspeitem ou já saibam da gestação.

II - Parto e Nascimento: vinculação da gestante à maternidade, próxima ao local onde ela reside, favorecendo o acesso e a vaga sempre, para o momento do nascimento do bebê.

III - Puerpério e Atenção Integral à Saúde da Criança: continuidade do cuidado no pós-parto e atenção a saúde da criança (0 a 24 meses). Após o nascimento do bebê, a mulher continua seu cuidado na maternidade onde é orientada sobre a nova fase, cuidados com recém-nascido e planejamento das futuras gestações. Tanto a mãe quanto o filho após a alta da maternidade continuarão seus cuidados numa unidade básica de saúde .

IV - Sistema Logístico: Transporte Sanitário e Regulação: garantem internação em unidade de saúde com condições de atendimento compativeis com o risco da mãe e do bebê.

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Violência obstétrica

Gravidez na adolescência

Entre os objetivos da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM), de 2004, está estimular a implantação e implementação da assistência em planejamento familiar, para homens e mulheres, adultos, jovens e adolescentes, no âmbito da atenção integral à saúde, por meio da ampliação e qualificação da atenção, garantia da oferta de métodos contraceptivos, ampliação do acesso às informações sobre as opções de métodos anticoncepcionais e estimulação da participação e inclusão de homens e adolescentes nas ações de planejamento reprodutivo.

A CGSMU (Coordenação Geral de Saúde das Mulheres) e a CGSAJ (Coordenação Geral de Saúde de Adolescentes e Juventude) são áreas estratégicas do Ministério da Saúde na Promoção, Proteção e Recuperação da Saúde que norteiam as ações, integradas a outras políticas sanitárias, ações e programas já existentes no SUS, frente aos desafios sobre a situação de saúde dos adolescentes.

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Como prevenir a gravidez?

Para reduzir os casos de gravidez não planejada, o Ministério da Saúde investe em políticas de educação em saúde e em ações para o planejamento reprodutivo. Uma das iniciativas é o trabalho com a Caderneta de Saúde do Adolescente, com as versões masculina e feminina. A Caderneta contém os subsídios que orientam o atendimento integral dos adolescentes, com linguagem acessível, possibilitando um maior diálogo entre os profissionais de saúde e os adolescentes. Desde 2009 foram entregues cerca de 32 milhões de Cadernetas de Saúde do/a Adolescente em 4.111 municípios. A Caderneta é distribuída durante a consulta na Unidade Básica de Saúde.

O Ministério da Saúde também elabora publicações e dissemina tecnologias, que buscam apoiar as gestões estaduais e municipais na ampliação do acesso aos serviços de Atenção Básica e qualificar a atenção à saúde de adolescentes, visando a integralidade do atendimento e a garantia de seus direitos. A pasta também tem ampliado o acesso aos programas Saúde da Família, que aproxima os adolescentes dos profissionais de saúde, e o Programa Saúde na Escola (PSE), que oferece informação em saúde no ambiente escolar. A pasta tem ainda em sua rotina abordar o tema nas redes sociais, canal muito utilizado por esse público.

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Referências e publicações sobre gravidez

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