Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro

Dia D

Início do conteúdo da página
banner hansen pagina

Medidas de prevenção e controle para hanseníase

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Segunda, 28 de Abril de 2014, 15h04 | Última atualização em Terça, 28 de Novembro de 2017, 15h32

 

Realizar a investigação epidemiológica de contatos

O ambiente domiciliar é apontado como impor­tante espaço de transmissão da doença, sendo a investigação epidemiológica nesse espaço fundamental na descoberta de casos entre aqueles que convivem ou conviveram com o doente como estratégia para a redução da carga da doença.

Para fins operacionais, define-se como:

Contato domiciliar: toda e qualquer pessoa que resida ou tenha residido, conviva ou tenha convivido com o doente de hanseníase, no âmbito domiciliar, nos últimos cinco anos anteriores ao diagnóstico da doença, podendo ser familiar ou não. Atenção especial deve ser dada aos familiares do caso notificado, por apresentarem maior risco de adoecimento, mesmo não residindo no domicílio do caso. Devem ser incluídas, também, as pessoas que mantenham convívio mais próximo, mesmo sem vínculo familiar, sobretudo, aqueles que frequentem o domicílio do doente ou tenham seus domicílios frequentados por ele.

Contato social: toda e qualquer pessoa que conviva ou tenha convivido em relações sociais (familiares ou não), de forma próxima e prolongada com o caso notificado. Os contatos sociais, que incluem vizinhos, colegas de trabalho e de escola, entre outros, devem ser investigados de acordo com o grau e tipo de convivência, ou seja, aqueles que tiveram contato muito próximo e prolongado com o paciente não tratado.

Nota:

Atenção especial deve ser dada aos familiares do doente (pais, irmãos, avós, netos, tios etc.), por estarem inclusos no grupo de maior risco de adoecimento, mesmo que não resida no mesmo domicílio.

A investigação epidemiológica de contatos consiste em:

  • Anamnese dirigida aos sinais e sintomas da hanseníase.
  • Exame dermatoneurológico de todos os contatos dos casos novos, independente da classificação operacional.
  • Vacinação BCG para os contatos sem presença de sinais e sintomas de hanseníase no momento da avaliação, não importando se são contatos de casos PB ou MB.

Todo contato de hanseníase deve ser informado que a vacina BCG não é específica para hanseníase

A vacina BCG-ID deve ser aplicada nos contatos examinados sem presença de sinais e sintomas de hanseníase no momento da investigação, independente da classificação operacional do caso notificado. A aplicação da vacina BCG depende da história vacinal e/ou da presença de cicatriz vacinal e deve atender às seguintes recomendações:

Quadro 1 – Esquema de Vacinação com BCG

CICATRIZ VACINAL

 CONDUTA

Ausência cicatriz BCG

Uma dose

Uma cicatriz de BCG

Uma dose

Duas cicatrizes de BCG

Não prescrever

Fonte: (BRASIL, 2014).

Notas:

  1. Contatos de hanseníase com menos de 1 ano de idade, já comprovadamente vacinados, não necessitam da aplicação de outra dose de BCG.
  2. As contraindicações para aplicação da vacina BCG são as mesmas referidas pelo Programa Nacional de Imunização (PNI), disponível no endereço eletrônico: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_procedimentos_vacinacao.pdf>.
  3. É importante considerar a situação de risco dos contatos possivelmente expostos ao vírus da imunodeficiência humana (HIV) e outras situações de imunodepressão, incluindo corticoterapia. Para doentes HIV positivos, seguir as recomendações específicas para imunização com agentes biológicos vivos ou atenuados, disponíveis no endereço eletrônico: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_procedimentos_vacinacao.pdf>.
  4. Contatos de hanseníase em tratamento para tuberculose e/ou já tratados para esta doença não necessitam vacinação BCG profilática para hanseníase.

 

Fim do conteúdo da página