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Meningite: o que é, causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção

Descrição da Doença

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Quinta, 27 de Março de 2014, 15h23 | Última atualização em Terça, 12 de Setembro de 2017, 11h38

O termo meningite expressa a ocorrência de um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro.

Agente etiológico A meningite é causada por agentes infecciosos (bactérias, vírus, fungos, protozoários, helmintos), e agentes não infecciosos (ex: traumatismos por causas externas – acidentes e violências). As meningites de origem infecciosa, principalmente as causadas por bactérias e vírus, são as mais importantes do ponto de vista da saúde pública, pela magnitude de sua ocorrência e potencial de produzir surtos. Dentre estas, destacam-se: Meningites virais

São representadas principalmente pelos Enterovírus. Neste grupo estão incluídas as três cepas dos poliovírus, 28 cepas de echovírus, 23 cepas do vírus coxsackie A, 6 do vírus coxsackie B e 5 outros enterovírus.

Meningites bacterianas Os principais agentes bacterianos causadores de meningite são: Neisseria meningitidis (meningococo) Bactéria Gram-negativa diplococo, aeróbio, imóvel, pertencente à família Neisseriaceae. Possui diversos sorogrupos, de acordo com o antígeno polissacarídeo da cápsula. Os mais freqüentes são os sorogrupos A, B, C, Y, W e X. Os meningococos são também classificados em sorotipos e sorosubtipos, de acordo com a composição dos antígenos proteicos da parede externa do meningococo.

Streptococcus pneumoniae (pneumococo) Bactéria Gram-positiva com característica morfológica esférica (cocos), disposta aos pares. Possui mais de 90 sorotipos capsulares distintos, que causam doença pneumocócica invasiva (meningite, pneumonia, sepse e artrite) e não invasiva (sinusite, otite média aguda, conjuntivite, bronquite e pneumonia) Haemophilus influenzae Bactéria Gram-negativa que pode ser classificada em seis sorotipos (A, B, C, D, E, F), a partir da diferença antigênica da cápsula polissacarídica. O Haemophilus influenzae, desprovido de cápsula, se encontra nas vias respiratórias de forma saprófita, podendo causar infecções assintomáticas ou doenças não invasivas, tais como: bronquite, sinusites e otites, tanto em crianças como em adultos. Reservatório O principal reservatório é o homem. Modo de transmissão Em geral a transmissão é de pessoa a pessoa, através das vias respiratórias, por gotículas e secreções da nasofaringe, havendo necessidade de contato próximo e prolongado (residentes da mesma casa, pessoas que compartilham o mesmo dormitório ou alojamento, comunicantes de creche ou escola) ou contato direto com as secreções respiratórias do paciente. A transmissão fecal-oral é de grande importância em infecções por Enterovírus Período de incubação Em geral, de 2 a 10 dias, em média 3 a 4 dias. Pode haver alguma variação em função do agente etiológico responsável. Período de transmissibilidade
É variável, dependendo do agente infeccioso e da instituição do diagnóstico e tratamento precoces. No caso da doença meningocócica, a transmissibilidade persiste até que o meningococo desapareça da nasofaringe. Em geral, isso ocorre após 24 horas de antibioticoterapia. Aproximadamente 10% da população pode se apresentar como portador assintomático.

Susceptibilidade e imunidade A susceptibilidade é geral, entretanto o grupo etário mais vulnerável são as crianças menores de 5 anos, mas as crianças menores de 1 ano e maiores de 60 anos são mais susceptíveis à doença. Em relação à meningite pneumocócica, idosos e indivíduos portadores de quadros crônicos ou de doenças imunossupressoras apresentam maior risco de adoecimento. São exemplos de doenças imunossupressoras: síndrome nefrótica; asplenia anatômica ou funcional; insuficiência renal crônica; diabetes mellitus e infecção pelo HIV. No caso de meningite meningocócica do sorogrupo C, do pneumococo, H.influenzae sorotipo B e M. tuberculosis a imunidade é conferida por meio de vacinação específica contra o agente identificado. Aspectos Epidemiológicos Atualmente, no Brasil, as principais causas de meningites bacterianas (MB), de relevância para a saúde pública, seja pelo potencial de causar surto e/ou gravidade dos casos, são as causadas por Neisseria meningitidis (meningococo), Streptococcus pneumoniae (pneumococo) e o Haemophilus influenzae tipo b (Hib). O meningococo é a principal causa de meningite bacteriana no país, sendo responsável por aproximadamente 29% dos casos de MB registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os coeficientes de incidência têm sido reduzidos nos últimos anos, com registro de menos de um caso para cada 100.000 habitantes, entre os anos de 2014 e 2016. A letalidade se mantem estável nos últimos anos em torno de 20%. A faixa etária mais acometida pela Doença Meningocócica (DM) é os menores de 5 anos de idade, porem os maiores coeficientes de incidência da doença são observados em lactentes no primeiro ano de vida. Nos surtos e epidemias observam-se mudanças nas faixas etárias afetadas, com aumento de casos entre adolescentes e adultos jovens. A doença meningocócica é considerada um sério problema de saúde pública devido a sua gravidade, evolução rápida e potencial de ocasionar epidemias. Em meados de 2010, motivada pelas elevadas taxas de incidência da doença observada em crianças, a vacina meningocócica C (conjugada) foi disponilizada no calendário de vacinação da criança. A bactéria Streptococcus pneumoniae, também conhecida como pneumococo, é a segunda maior causadora de meningite de origem bacteriana no Brasil (a primeira é a Neisseria meningitidis, ou meningococo). O pneumococo também é responsável por outras doenças invasivas, como pneumonia, bacteremia, sepse e doenças não invasivas, como otite média, sinusite, entre outras. Em 2016, foram registrados 897 casos de meningite pneumocócica, resultando em um coeficiente de incidência de 0,5 casos/100 mil habitantes. A letalidade para este mesmo ano foi de 29%. No Brasil, as crianças de até 2 anos de idade são as mais acometidas pela meningite pneumocócica. A partir de 2010, a vacina conjugada 10 valente, que protege contra 10 sorotipos do pneumococo, foi disponibilizada no calendário de vacinação da criança. Em 1999, foi introduzida no País a vacina contra o Hib, responsável por várias doenças invasivas, tais como meningite e pneumonia, sobretudo em crianças. O Hib era a segunda causa mais comum de meningite bacteriana no Brasil, sendo responsável por 1.700 casos anualmente e incidência média anual em menores de 1 ano de 23,4 casos/100 mil habitantes até 1999. Observa-se, após a introdução da vacina, redução de mais de 90% no número de casos, incidência e número de óbitos por meningite por H. influenzae.

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