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Situação Epidemiológica

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Quinta, 27 de Março de 2014, 15h30 | Última atualização em Quinta, 23 de Novembro de 2017, 14h33

A partir de 1993, a Fundação Nacional de Saúde (FNS) assumiu a coordenação do Programa Brasileiro de Eliminação da Oncocercose (PBEO) e passou a executar trabalhos de campo com vistas à caracterização epidemiológica do foco Yanomami, bem como planejar e implementar atividades profiláticas. Devido a grande mobilidade dos Yanomamis, o registro individual das comunidades é muito difícil, com isso foi criado o conceito de pólo base, objetivando contar com um núcleo de operações estáveis à qual se integraram um conjunto de malocas, representando assim núcleos de populações dispersas. Atualmente o PBEO está sob a gerência da Coordenação Geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação na SVS. A oncocercose está em fase de pré-eliminação. Não há registros de casos novos no Brasil entre o período de 2000 a 2016. Apenas uma proporção de portadores assintomáticos de microfilárias na pele, com baixas densidades da parasitemia detectada nas áreas-sentinela (média de 20% em 2003, 15% em 2007, 4% em 2012 e de 2,5% em 2016).

Percentual de casos detectados, durante a avaliação em 2016, por polo base-sentinela:

XITEI à 3,5% [27/777] TOOTOTOBI à 1,3% [6/467] BALAWAU à 0,0% [0/66]

>> Confira aqui a evolução da Prevalência (%P) em exames parasitológicos de pele

Ressalta-se que esses resultados se referem a áreas de maior risco, no epicentro da área endêmica, correspondendo em sua maior parte a zonas hiperendêmicas, no alto da Serra do Parima, na fronteira com a Venezuela. Em outras áreas de menor risco já avaliadas fora das áreas-sentinela não mais foram encontradas pessoas parasitadas, revelando assim resultados altamente satisfatórios da intervenção adotada. A vigilância tem sido realizada por meio de inquéritos parasitológicos (biópsias de pele) na população indígena Yanomami, inquéritos oftalmológicos específicos e levantamentos entomológicos.

A partir dos dados da vigilância, destacam-se a queda acentuada da prevalência da infecção entre os residentes, a redução moderada dos portadores de ceratite punctata, a redução total da ocorrência de microfilárias vivas na câmara anterior dos olhos e a redução acentuada da infecção parasitária nos vetores.

A intervenção mediante tratamentos coletivos, com altas coberturas em área endêmica da população Yanomami é a medida fundamental para se alcançar a meta de eliminação. Torna-se, então, imprescindível a manutenção dos tratamentos coletivos com regularidade, com coberturas adequadas e com homogeneidade. Os resultados dos inquéritos demonstraram uma evolução notável e significativa quanto à redução da Oncocercose. Porém ainda não foi alcançada a esperada interrupção da transmissão.

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