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Chikungunya no Brasil

Chikungunya no Brasil

Escrito por alexandreb.sousa | Criado: Quinta, 17 de Abril de 2014, 12h24 | Publicado: Quinta, 17 de Abril de 2014, 12h24 | Última atualização em Segunda, 27 de Outubro de 2014, 10h24

 

Procedimentos a serem adotados para a vigilância da Febre do Chikungunya no Brasil


A Febre do Chikungunya é uma doença causada por um vírus do gênero Alphavirus transmitida por mosquitos do gênero Aedes, sendo Ae. aegypti e Ae. albopictus os principais vetores. A doença tem transmissão autóctone restrita a países da África e Ásia, e até então com registros de casos importados nos Estados Unidos, Canadá, Guiana Francesa, Martinica, Guadalupe e no Brasil. No final de 2013 foi registrada a transmissão autóctone  da doença em vários países do Caribe.

Em 2014 a Organização Mundial de Saúde (OMS) registrou a transmissão da doença em 17 países e territórios no Caribe e América do Sul. Atualização periódica do número de casos nesses países pode ser obtida por intermédio do endereço eletrônico:

http://www.paho.org/hq/index.php?option=com_content&view=article&id=9053&Itemid=39843

A infecção pelo vírus Chinkungunya provoca febre alta, dor de cabeça, dores articulares e dores musculares. O período médio de incubação da doença é de três e sete dias (podendo variar de 1 a 12 dias). Não existe tratamento específico nem vacina disponível para prevenir a infecção por esse vírus. O tratamento sintomático é o indicado. A doença pode manifestar-se clinicamente em três fases: aguda, subaguda e crônica. Na fase aguda os sintomas aparecem de forma brusca e compreendem febre alta e artralgia (predominantemente nas extremidades e nas grandes articulações) podendo estar associado cefaleia e mialgia. Também é frequente a ocorrência de exantema maculopapular. Os sintomas costumam persistir por 7 a 10 dias, mas a dor nas articulações pode durar meses ou anos e, em certos casos, converter-se em uma dor crônica incapacitante para algumas pessoas.

A definição de caso proposta pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para vigilância na Américas, e adotada pelo Ministério da Saúde, segue os seguintes critérios:

  • Caso suspeito: paciente com febre de início súbito maior de 38,5ºC e artralgia ou artrite intensa com inicio agudo, não explicada por outras condições, sendo residente ou visitado áreas endêmicas ou epidêmicas até duas semanas antes do início dos sintomas;
  • Caso confirmado: caso suspeito com um dos seguintes testes específicos para diagnóstico de CHIK:
  • Isolamento viral;
  • Detecção de RNA viral por RT-PCR;
  • Detecção de IgM em uma única amostra de soro (coletada durante a fase aguda ou convalescente);
  • Aumento de quatro vezes no título de anticorpos específicos anti-CHIKV (amostras coletadas com pelo menos 2-3 semanas de intervalo);

Considerando o quadro epidemiológico atual, a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) recomenda às secretarias estaduais e municipais de saúde as seguintes orientações:

  • Divulgar aos profissionais de saúde as informações relativas aos aspectos clínicos da infecção pelo vírus Chikungunya, enfatizando a importância do  diagnóstico diferencial  para  dengue e outras viroses.
  • Divulgar os países com transmissão autóctone de Chikungunya (Anexo 1).
  • Notificar imediatamente os casos suspeitos conforme orientação (Anexo 2);
  • Coletar amostras dos casos suspeitos e encaminhá-las para diagnóstico aos laboratórios de referencia de acordo com os fluxos de envio de amostras estabelecidos (Anexo 3);
  • Intensificar as ações de prevenção e controle vetorial em áreas urbanas e peri-urbanas, conforme estabelecido nas Diretrizes Nacionais do Programa Nacional de Controle da Dengue.
  • Em caso de ocorrência de casos suspeitos em áreas restritas à presença de Aedes albopictus, as ações de bloqueio de casos devem ser realizadas com as mesmas medidas estabelecidas para o controle do  Aedes aegypti.


Visando a  implantação do sistema de vigilância e monitoramento da Febre do Chikungunya no país, a SVS adotou as seguintes medidas:

  • Importação de conjugado para produção de antígenos e distribuição para os LACEN;
  • Treinamento de técnicos da rede de laboratórios de referencia para realização do diagnóstico de Chikungunya;
  • Envio de  três profissionais médicos ao surto de Chikungunya na Martinica para atualização no manejo dos pacientes e posteriores capacitações da rede de saúde;
  • Elaboração de fluxograma com a classificação de risco e manejo do paciente na fase aguda de Chikungunya;
  • Elaboração do Manual de Preparação e Resposta diante da introdução do Vírus Chikungunya no Brasil;
  • Atualização da distribuição geográfica atual do Aedes albopictus no Brasil;
  • Adequação do  LIRAa para inclusão de informações mais detalhadas para Aedes albopictus;
  • Acompanhamento e monitoramento semanal do surto de Chikungunya no Caribe pelo Comitê de Monitoramento de Emergências em Saúde Pública (CME)


Informações mais detalhadas sobre a doença podem ser consultadas no documento : Guía de Preparaçaõ e  resposta à introdução do virus chikungunya no Brasil. Baseado no livro Preparación y respuesta ante la eventual introducción del virus chikungunya en las Américas

  (Disponível em: Preparação e Resposta à Introdução do Vírus Chikungunya no Brasil )  

 

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