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Descrição da Doença

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Quinta, 27 de Março de 2014, 15h23 | Última atualização em Quarta, 25 de Junho de 2014, 14h35

Sua letalidade varia em função da faixa etária do paciente, gravidade da forma clínica, tipo de ferimento da porta de entrada, duração dos períodos de incubação e progressão, presença de complicações respiratórias, hemodinâmicas, renais e infecciosas, local onde é tratado e qualidade da assistência prestada.

 

Agente etiológico

Clostridium tetani é um bacilo gram-positivo esporulado, anaeróbico, semelhante a um alfinete de cabeça, com 4 a 10µ de comprimento. Produz esporos que lhe permitem sobreviver no meio ambiente, por vários anos.

 

Reservatório
O C. tetani é normalmente encontrado na natureza, sob a forma de esporo, podendo ser identificado em: pele, fezes, terra, galhos, arbustos, águas putrefatas, poeira das ruas, trato intestinal dos animais (especialmente do cavalo e do homem, sem causar doença).

 

Modo de transmissão

A infecção ocorre pela introdução de esporos em solução de continuidade da pele e mucosas (ferimentos superficiais ou profundos de qualquer natureza). Em condições favoráveis de anaerobiose, os esporos se transformam em formas vegetativas, que são responsáveis pela produção de toxinas – tetanolisina e tetanopasmina. A presença de tecidos desvitalizados, corpos estranhos, isquemia e infecção contribuem para diminuir o potencial de oxirredução e, assim, estabelecer as condições favoráveis ao desenvolvimento do bacilo.

Período de incubação

É o período compreendido entre o ferimento (provável porta de entrada do bacilo) e o primeiro sinal ou sintoma; é curto, variando de 5 a 15 dias. Ressalte-se que nos casos em que o período de incubação é menor que 7 dias o prognóstico é pior. Quanto menor for o tempo de incubação, maior a gravidade e pior o prognóstico.

 

Período de progressão

É o período compreendido entre o aparecimento do primeiro sinal ou sintoma até o primeiro espasmo muscular espontâneo. Este período é variável, porém quanto menor, pior o prognóstico.

 

Período de transmissibilidade

Não há transmissão direta de um indivíduo para outro.

 

Suscetibilidade e imunidade

A suscetibilidade é universal, independendo de sexo ou idade. A imunidade permanente é conferida pela vacina, desde que sejam observadas as condições ideais inerentes ao imunobiológico e ao indivíduo. Recomendam-se 3 doses e 1 reforço a cada 10 anos, ou a cada 5 anos, se gestante. A doença não confere imunidade. A imunidade conferida pelo soro antitetânico (SAT) dura cerca de 2 semanas. A conferida pela imunoglobulina humana antitetânica (IGHAT) dura cerca de 3 semanas.

 

 

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