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INFORME AS DOSES E ESTOQUES DAS VACINAS EM SEU MUNICÍPIO ATÉ 30/11

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Informações Técnicas

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Quinta, 27 de Março de 2014, 15h30 | Última atualização em Segunda, 26 de Março de 2018, 15h32

Neutralização da toxina tetânica

Soro antitetânico (SAT)

O tratamento específico é realizado com a administração do SAT, que visa neutralizar a toxina circulante. O SAT é preconizado para a prevenção e o tratamento do tétano e sua indicação depende do tipo e das condições do ferimento. O SAT é uma solução que contém imunoglobulina (IgG) purificadas, obtidas a partir de plasma de equinos hiperimunizados com toxoide. É um produto cada vez mais purificado, em razão do que se considera rara a possibilidade de causar complicações graves tais como choque anafilático e a doença do soro. Mesmo assim sua administração só deve ser feita em serviços de saúde preparados pra o tratamento de complicações, o que implica a existência de equipamentos de emergência e a presença de um médico. Sua meia-vida é inferior a 14 dias em indivíduos normais.

Imunoglobulina humana antitetânica (IGHAT)

É constituída por imonoglobulinas da classe IgG que neutralizam a toxina produzida pelo Clostridium tetani, sendo obtida do plasma de doadores selecionados (pessoas submetidas a imunização ativa contra o tétano) com alto títulos no soro de anticorpos específicos (antitoxina). A IGHAT está indicada para: indivíduos que apresentaram algum tipo de hipersensibilidade quando da utilização de qualquer soro heterólogo (antitetânico, antirrábico, antidiftérico, antiofídico entre outros), indivíduos imunodeprimidos, recém-nascidos em risco para tétano e recém-nascidos prematuros com lesões potencialmente tetanogênicas. Sua meia-vida é de 21 a 28 dias, em indivíduos sem imunização prévia.

Aspectos epidemiológicos

A suscetibilidade do tétano acidental é universal, independendo de sexo ou idade. A imunidade permanente é conferida pela vacina, desde que sejam observadas as condições ideais inerentes ao imunobiológico e ao indivíduo. A letalidade varia em função da faixa etária do paciente, gravidade da forma clínica, tipo de ferimento da porta de entrada, duração dos períodos de incubação e progressão, presença de complicações respiratórias, hemodinâmicas, renais e infecciosas, além do local onde é tratado e qualidade da assistência prestada.

Viajantes

Em situação de viagem para local onde a vacina contra o tétano não esteja disponível ou necessite de prescrição é prudente que todas as pessoas realizem com antecedência seu esquema vacinal. Atenção para a necessidade de reforço, após 10 anos da última dose do esquema completo. Confira o esquema de proteção no  Calendário Nacional de Vacinação.

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