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Diagnóstico

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Quinta, 27 de Março de 2014, 15h30 | Última atualização em Segunda, 26 de Março de 2018, 15h31

 

Diagnóstico diferencial

Em relação às formas generalizadas do tétano, incluem-se os seguintes diagnósticos diferenciais:

  • Intoxicação pela estricnina– há ausência de Trismo e de hipertonia generalizada, durante os intervalos dos espasmos.
  • Meningites– há febre alta desde o início, ausência de Trismo, presença dos sinais de Kerning e Brudzinsky, cefaleia e vômito.
  • Tetania– os espasmos são, principalmente, nas extremidades, sinais de Trousseau e Chvostek presentes, hipocalcemia e relaxamento muscular entre os paroxismos.
  • Raiva– história de mordedura, arranhadura ou lambedura por animais, convulsão, ausência de trismos, hipersensibilidade cutânea e alterações de comportamento.
  • Histeria– ausência de ferimentos e de espasmos intensos. Quando o paciente se distrai, desaparecem os sintomas.
  • Intoxicação pela metoclopramida e intoxicação por neurolépticos– podem levar ao trismo e hipertonia muscular.
  • Processos inflamatórios da boca e da faringe, acompanhados de trismo– dentre as principais entidades que podem causar o trismo, citam-se: abscesso dentário, periostite alvéolo-dentária, erupção viciosa do dente  siso,  fratura e/ou osteomielite de mandíbula, abscesso amigdalino e/ou retro faríngeo.
  • Doença do soro– pode cursar com trismo, que é decorrente da artrite têmporo-mandibular, que se instala após uso de soro heterólogo. Ficam evidenciadas lesões maculopapulares cutâneas, hipertrofia ganglionar, comprometimento renal e outras artrites.

É importante chamar a atenção para as condições que, mesmo excepcionalmente, podem   figurar no diagnóstico diferencial do tétano, tais como:

  • osteoartrite cervical aguda com rigidez de nuca;
  • espondilite septicêmica;
  • hemorragia retroperitonial;
  • úlcera péptica perfurada;
  • outras causas de abdome agudo;
  • epilepsia;
  • outras causas de convulsões.

Diagnóstico

O diagnóstico do tétano é eminentemente clínico, não dependendo de confirmação laboratorial. Os exames laboratoriais auxiliam apenas no controle das complicações e tratamento do paciente. O hemograma habitualmente é normal, exceto quando há infecção secundária associada. As transaminases e ureia podem elevar-se nas formas graves. A gasometria e a dosagem de eletrólitos são importantes nos casos de insuficiência respiratória. As radiografias de tórax e da coluna vertebral devem ser realizadas para o diagnóstico de infecções pulmonares e fraturas de vértebras. Hemoculturas, culturas de secreções e de urina são indicadas apenas nos casos de infecção secundária.

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