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Informações Técnicas

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Quinta, 27 de Março de 2014, 15h30 | Última atualização em Sexta, 27 de Outubro de 2017, 17h40

Aspectos Clínicos e Laboratoriais

Informações atualizadas em 06 de julho.

Manifestação Clínicas

A principal e mais comum manifestação desta doença é o aumento das glândulas salivares, principalmente a parótida, acometendo também as glândulas sublinguais e submaxilares, acompanhada de febre. Os sintomas iniciais são febre (37,7º a 39,4ºC) anorexia, astenia, cefaleia, mialgia, artralgia e desconforto em mastigar. Aproximadamente, 30% das infecções podem não apresentar hipertrofia aparente dessas glândulas. Cerca de 20 a 30% dos casos em homens adultos acometidos podem apresentam orquiepididimite. Mulheres acima de 15 anos podem apresentar mastite ( aproximadamente, 15% dos casos) e 5 % daquelas que adquirem a parotidite após a fase puberal podem ocorrer ooforite. A  pancreatite pode ocorrer em 20% dos casos e constitui, às vezes, a única manifestação da enfermidade ou associa-se à parotidite, aparecendo antes ou após aquela e manifestando-se por dor epigástrica, febre, náuses e vômitos.

Em menores de 5 anos de idade, são comuns sintomas das vias respiratórias. Embora raro, pode haver perda neurosensorial da audição, de início súbito e unilateral. O vírus também tem tropismo pelo Sistema Nervoso Central (SNC), observando-se, com certa frequência, meningite asséptica, de curso benigno que, na grande maioria das vezes, não deixa sequelas. Mais raramente, pode ocorrer encefalite.

Não há relatos de óbitos relacionados à parotidite. Sua ocorrência, durante o 1° trimestre da gestação, pode ocasionar aborto espontâneo.

Diagnóstico Laboratorial

O diagnóstico da doença é eminentemente clínico-epidemiológico. Existem testes sorológicos (ELISA e inibição da hemaglutinação), porém não são utilizadas de rotina. A amilase sérica costuma estar elevada nos casos de parotidite.

Diagnóstico Diferencial

Inflamação de linfonodos, parotidite de etiologia piogênica, e cálculo de dutos parotidianos.

Aspectos Epidemiológicos   

A parotidite infecciosa costuma apresentar-se sob a forma de surtos, que acometem mais as crianças nas populações não vacinadas. Estima-se que, na ausência de imunização, 85% das pessoas já terão tido a doença quando chegam à idade adulta, sendo que 1/3 dos infectados não apresentarão sintomas. A doença é mais severa em adultos. As estações com maior ocorrência de casos são o inverno e a primavera.

Vigilância Epidemiológica

Objetivo:

  • Investigar surtos para a adoção de medidas de controle.
  • Reduzir as taxas de incidência pela vacinação de rotina com a vacina tríplice viral ( sarampo, rubéola e caxumba) e a  tetraviral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela).
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