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Perguntas e Respostas

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Quinta, 27 de Março de 2014, 15h31 | Última atualização em Sexta, 27 de Outubro de 2017, 17h41

O que é?

É uma infecção aguda, contagiosa, caracterizada por aumento e dor, uni ou bilateral das glândulas salivares, com predileção pelas parótidas, de caráter não-supurativo, mas podendo atingir qualquer tecido glandular e nervoso. É uma virosa que ocorre primariamente no escolar e no adolescente, de evolução benigna, mas eventualmente podendo ser grave, chegando a determinar hospitalização do doente e, ocasionalmente, culminar com óbito (1,0 a 3,4 mortes por 10.000 casos). Em um terço dos casos a infecção é assintomática e adquire maior gravidade na fase pós-puberal, sendo a meningite e a epidídimoorquite duas importantes manifestações da doença. A caxumba é doença de distribuição universal, de alta morbidade e baixa letalidade, aparecendo sob a forma endêmica.

Qual a sinonímia?

Papeira, caxumba.

Qual o agente envolvido?

Vírus da família Paramyxoviridae, gênero Paramyxovirus.

Quais os sinais e sintomas?

A principal e mais comum manifestação desta doença é o aumento das glândulas salivares, principalmente a parótida, acometendo também as glândulas sublinguais e submaxilares, acompanhada de febre. Aproximadamente 30% das infecções podem não apresentar hipertrofia aparente dessas glândulas. Cerca de 20 a 30% dos casos homens adultos acometidos apresentam  orquite, e mulheres acima de 15 anos, podem apresentar mastite (aproximadamente 15% dos casos).

Em menores de 5 anos de idade são comuns sintomas das vias respiratórias e perda neurosensorial da audição. O vírus também tem tropismo pelo SNC, observando-se com certa frequência meningite asséptica, de curso benigno que, na grande maioria das vezes, não deixa sequelas. Outras complicações são encefalite e pancreatite.

Não há relato de óbitos relacionados à parotidite. Sua ocorrência, durante o primeiro trimestre da gestação, pode ocasionar aborto espontâneo.

Como se transmite?

Via aérea, através disseminação de gotículas, ou por contato direto com saliva de pessoas infectadas.

Como tratar?

Não existe tratamento específico, indicando-se apenas repouso, analgesia e observação cuidadosa, quanto à possibilidade de aparecimento de complicações. Nos casos que cursam com meningite asséptica, o tratamento também é sintomático. Nas encefalites, tratar o edema cerebral e manter as funções vitais.

Tratamento de apoio para a Orquite:

  • Suspensão da bolsa escrotal, através de suspensório, aplicação de bolsas de gelo e analgesia, quando necessário;
  • Redução da resposta inflamatória: prednisona, 1mL/kg/dia, via oral, com redução gradual, semanal.

Como se prevenir?

A vacinação é a única maneira de prevenir a doença. O esquema vacinal vigente é:

  • Para indivíduos de 12 meses a 19 anos de idade: administrar 2 (duas) doses, conforme situação vacinal encontrada;
  • Administrar a 1ª dose aos 12 meses de idade com a vacina tríplice viral e a 2ª dose, exclusivamente, aos 15 meses de idade com a vacina tetra viral, para as crianças que já tenham recebido a 1ª dose da vacina tríplice viral. Detalhamento no tópico da vacina tetra viral;
  • Para as crianças acima de 15 meses de idade administrar a vacina tríplice viral observando o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses. Considerar vacinada a pessoa que comprovar 2 (duas) doses de vacina com componente sarampo, caxumba e rubéola;
  •  Para indivíduos de 20 a 49 anos de idade: administrar 1 (uma) dose, conforme situação vacinal encontrada. Considerar vacinada a pessoa que comprovar 1 (uma) dose de vacina com componente sarampo, caxumba e rubéola ou sarampo e rubéola.

Acesse aqui o Calendário Básico de Vacinação

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