Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro

Opções de acessibilidade

Banner estatico portal 960 x 100

Início do conteúdo da página

Alerta para casos de Parotidite Infecciosa (Caxumba)

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Sexta, 18 de Setembro de 2015, 11h16 | Última atualização em Segunda, 21 de Setembro de 2015, 11h24


Alerta para casos de Parotidite Infecciosa (Caxumba)

 

Acesse aqui a nota em PDF

Parotidite infecciosa ou Caxumba é uma doença viral aguda de evolução benigna, caracterizada por febre e aumento de volume de uma ou mais glândulas salivares, geralmente a parótida e, às vezes, glândulas sublinguais ou submandibulares. Cerca de 1/3 das infecções podem não apresentar aumento, clinicamente aparente, dessas glândulas.   

A transmissão ocorre por via aérea, disseminação de gotículas, ou por contato direto com saliva de pessoas infectadas. A imunidade é de caráter permanente, sendo adquirida por infecções inaparentes, aparentes ou após imunização ativa.

O período de incubação é de 12 a 25 dias, sendo, em média, de 16 a 18 dias. O período de transmissibilidade varia entre 6 a 7 dias antes das manifestações clínicas até 09 dias após o surgimento dos sintomas. 

O diagnóstico da doença é eminentemente clínico-epidemiológico. Existem testes sorológicos ou de cultura para vírus, porém não são utilizados na rotina. 

Não existe tratamento específico, indicando-se apenas repouso, analgesia e observação cuidadosa quanto à possibilidade de aparecimento de complicações. O Sistema Nervoso Central (SNC), com frequência, pode estar acometido sob a forma de meningite asséptica, quase sempre de evolução benigna e que não deixa sequelas, mas raramente pode ocorrer encefalite. Nos casos que cursam com meningite asséptica e encefalites, o tratamento é sintomático. Pode ocorrer também, inflamação dos ovários (ooforite) e, raramente, pancreatite. 

Além dessas complicações, pode ocorrer a orquite, que é uma inflamação aguda ou crônica do(s) testículo(s) (uni ou bilateral) que, se não tratada adequadamente ou a tempo, pode levar à impotência ou à esterilidade. 

A parotidite infecciosa costuma apresentar-se sob a forma de surtos, que acometem mais as crianças. Estima-se que, na ausência de imunização, 85% dos adultos poderão ter a doença, sendo que 1/3 dos infectados não apresentarão sintomas. A doença costuma ser mais severa em adultos. As estações com maior ocorrência de casos são o inverno e a primavera. 

No Brasil a caxumba não é um agravo de notificação compulsória, sendo a vacinação o instrumento disponível para o controle da doença. O esquema vacinal recomendado pelo Programa Nacional de Imunizações inclui a administração da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) aos 12 meses de idade e a vacina tretraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) aos 15 meses de idade (esta última corresponde à segunda dose da tríplice viral mais uma dose da varicela). 

Conforme o Calendário Nacional de Vacinação, todas as crianças e adolescentes até 19 anos de idade devem ter duas doses de vacina com os componentes do sarampo, caxumba e rubéola. Indivíduos de 20 a 49 anos de idade que não apresentarem comprovação vacinal devem receber uma dose da vacina tríplice viral. A vacina está contraindicada para pessoas com história de anafilaxia após o recebimento de dose anterior, usuários com imunodeficiência clínica ou laboratorial grave e em gestantes. 

Na ocorrência de surtos deverá ser notificada e verificada a necessidade de bloqueio vacinal seletivo, conforme as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.

 

Fim do conteúdo da página