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ESPECIAL VIGITEL - TRÂNSITO

Brasil reduziu em 32% a mortalidade por lesões de trânsito entre 2010 e 2018

Escrito por Gustavo Frasão | | Publicado: Terça, 26 de Maio de 2020, 17h06 | Última atualização em Terça, 26 de Maio de 2020, 17h32

Em 2018, a taxa de mortalidade por lesão no trânsito foi de 14,8 óbitos por 100 mil habitantes. Já no ano de 2010, a mesma taxa era de 21,8 óbitos a cada grupo de 100 mil habitantes

As lesões de trânsito estão entre as principais causas de morte em adultos em todo o mundo. No Brasil, entre 2010 e 2018, houve redução de 32% nestes óbitos, todos os estados apresentaram redução de óbitos, segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. No ano de 2018, a taxa de mortalidade por lesões de trânsito foi de 14,8 óbitos por grupo de 100 mil habitantes e em 2010, a taxa do país era de 21,8 óbitos a cada 100 mil habitantes.

Em algumas capitais, a redução foi superior a este percentual, de modo que cinco delas já alcançaram a meta global de redução de 50% dos óbitos por lesões no trânsito: São Paulo (-72,5%); Aracajú (-57,8%); Fortaleza (-51,2%); Recife (-50,4%); Rio Branco (-50,0%); enquanto outras estão próximas de alcançar esta meta: Goiânia (-49,9%); Maceió(-49,2%); Porto Velho (-49,2%); Boa Vista (-44,8%); Belo Horizonte (-44,7%); Salvador (-43,0%); e Macapá (-42,0%). Em números absolutos,  em 2018 foram registrados 32.655 óbitos por lesão de trânsito no país, enquanto em 2010 o total de óbitos foi de 42.844.


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A maior redução registrada nesse período, segundo condição da vítima, foi entre os mais vulneráveis das vias, no caso os pedestres, com 49,3% de redução nas taxas de óbitos por 100 mil habitantes. A taxa de ocupantes dos veículos teve redução de 27%. Já as taxas de mortalidade de ciclistas apresentaram redução de 23,4% e a de motociclistas tiveram redução de apenas 3%, para o mesmo período, entre 2010 e 2018.

A região Centro-Oeste apresentou a maior taxa de mortalidade, de 20,6 óbitos por 100 mil habitantes, seguida da região Sul com taxa de 17,5. Na outra ponta, a menor taxa foi a da região Sudeste com 11,3 óbitos por 100 mil habitantes.

Entre os estados, em 2018, Tocantins apresentou a maior mortalidade por lesões de trânsito no Brasil com 29,6 óbitos/100mil habitantes. A menor taxa foi observada no Amapá, 8,8 óbitos/100mil habitantes.

Em relação aos óbitos de pedestres vítimas do trânsito, o estado do Amazonas apresentou a maior mortalidade (3,8 óbitos/100 mil habitantes), enquanto a menor mortalidade foi observada no Rio Grande do Norte (1,3 óbitos/100mil habitantes).

Já a mortalidade de motociclistas nos estados do Brasil variou entre 2,3 óbitos/100mil habitantes no Distrito Federal e 18,4 no Piauí.

As faixas etárias com maior mortalidade por lesões de trânsito em 2018 foram de 20 a 29 anos e maior que 70 anos, ambas com 21,2 óbitos/100 mil habitantes.

AUMENTO DE GASTOS COM INTERNAÇÕES NO SUS

Em 2019, o número de internações registradas com entradas pelo SUS, em todo o Brasil, envolvendo condutores, passageiros e pedestres que sofrerem lesões no trânsito apresentou aumento em relação ao ano anterior, de 3%, de acordo com os registros feitos no Sistema de Informações Hospitalares (SIH) do SUS.  Em 2019, o total de pessoas internadas e tratadas na rede pública, vítimas de lesões de trânsito, foi de 190.556. Em 2018, o total foi 185.167. Além do aumento no número de internações por lesões de trânsito no SUS houve um aumento no gasto médio por internação, de R$ 1.454 (2018) para R$ 1.487 (2019). Em 2010 esse gasto era de R$ 1.289. O total gasto no SUS em 2018 foi de R$ 269.287.520 e, em 2019, foi de R$ 283.640.807.

As lesões de trânsito representam grande impacto social e econômico, atingindo 3% do Produto Interno Bruto (PIB) na maioria dos países. Em 2019, os motociclistas representaram 60% das internações por lesões no trânsito, enquanto os pedestres representaram 17%, no país, de acordo com os dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS.

FATORES DE RISCOS DE ACIDENTES DE TRÂNSITO

Há fatores que impactam profundamente na ocorrência e gravidade das lesões de trânsito. Esses fatores estão relacionados à qualidade da infraestrutura viária, às condições do veículo e ao comportamento dos usuários de veículos. Entre os fatores de risco relacionados aos usuários destacam-se a associação de álcool e direção e velocidade excessiva ou inadequada. Já aqueles que contribuem para gravidade destas lesões destacam-se o não uso de equipamentos de proteção (capacete; cinto de segurança; dispositivo de retenção para crianças etc.).

PROGRAMA VIDA NO TRÂNSITO

Desenvolvido pelo Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios, o Programa Vida no Trânsito (PVT) se apresenta como a principal resposta do setor saúde aos desafios da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Década de Ações pela Segurança no Trânsito, cuja meta é reduzir 50% dos óbitos por lesões de trânsito entre 2011 a 2020 e também para a meta 3.6 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS.

Lançado em 2010, em cinco capitais, e expandido em 2014 para as demais, o PVT vem auxiliando governos federal, estaduais e municipais na adoção de medidas para prevenir as mortes e lesões graves no trânsito e promover a mobilidade segura. Trata-se de um programa intersetorial que busca, a partir de evidências e análises integradas de dados produzidas localmente, subsidiar intervenções nos âmbitos da segurança viária, fiscalização, educação e atenção às vítimas. O programa foca em fatores de risco (tais como álcool, velocidade, uso de equipamentos de proteção, uso de celular) e grupos de vítimas mais vulneráveis como pedestre, ciclista e motociclista.

Atualmente, o PVT está implantado em 55 municípios, sendo todas as capitais, com exceção do Rio de Janeiro, e mais 29 municípios, com uma abrangência de 50,9 milhões de habitantes no país.

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Por Natália Monteiro, da Agência Saúde
Atendimento à imprensa

(61) 3315-3713 / 3580 / 2351

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