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COMBATE AO CORONAVIRUS

Mais de 970 mil profissionais de saúde cadastrados para atuar no combate à Covid-19

Escrito por regina.xeyla | | Publicado: Sexta, 12 de Junho de 2020, 21h18 | Última atualização em Sexta, 12 de Junho de 2020, 21h18

Por meio da estratégia Brasil Conta Comigo, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, entre outras categorias, se inscreveram para apoiar o enfrentamento à pandemia em todo o país

A ação estratégica O Brasil Conta Comigo já recebeu 978 mil cadastros de profissionais de saúde interessados em atuar na linha de frente no combate à Covid-19 em todo o país. Destes, 416, entre médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, fisioterapeutas, farmacêuticos e biomédicos, foram contratados diretamente pelo Governo Federal e estão reforçando o atendimento dos serviços de saúde nos estados do Amazonas (322) e Amapá (94). Os demais profissionais estão em fase de capacitação e contratação. A estratégia do Governo Federal objetiva preparar profissionais formados, residentes e estudantes da área de saúde, para reforçar o atendimento em estados e municípios.

“Com essa estratégia, o Governo Federal busca apoiar estados e municípios no enfrentamento ao coronavírus. Esses profissionais estão reforçando o atendimento nos estados com o maior número de registro de casos”, disse a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro.

A contratação destes profissionais é temporária, por até seis meses, e remunerada de acordo com o salário base de cada categoria, acrescido de adicional de insalubridade, e compatível com a carga horária específica da sua profissão. O Ministério da Saúde também providencia alojamento, alimentação, transporte e seguro saúde, além de equipamentos de proteção individual (EPI) para a realização do trabalho.

A estratégia também já recebeu cerca de 108 mil cadastros válidos de estudantes da área da saúde interessados. Destes, 2.704 já foram recrutados para trabalhar. Esses estudantes são residentes dos cursos de medicina, enfermagem, farmácia e fisioterapia. O Ministério da Saúde já bonificou, como incentivo, 53.085 acadêmicos com o valor de R$ 667. A atuação de todos os profissionais pode ser em postos de saúde da Atenção Primária ou nos serviços de urgência e emergência, como os pronto-atendimentos em UPAs e hospitais, ou até em leitos de UTI.

Após o cadastramento, cabe aos estados e municípios o recrutamento destes profissionais, que podem fazer o cadastro clicando aqui. Ao final do curso online de capacitação, o profissional poderá sinalizar se deseja fazer parte das ações de enfrentamento ao coronavírus, assim poderá ser chamado para trabalhar em locais onde há maior necessidade, conforme o comportamento e circulação do vírus no território nacional.

Para participar da iniciativa, os profissionais não podem ter vínculo atual empregatício com a administração pública direta ou indireta, e nem estar entre os grupos de risco do novo coronavírus, ou seja, idade acima de 60 anos ou possuir doenças pré-existentes.

COVID-19 EM PROFISSIONAIS DE SAÚDE

Entre março e junho, 432.668 profissionais de saúde realizaram o teste para o novo coronavírus no país. Destes, 83.118 profissionais testaram positivo e 189.788 estão em análise. Também foram registrados 169 óbitos destes profissionais.

“Os números de profissionais de saúde testados para Covid-19, assim como os testes positivos e óbitos, estarão na página do Coronavírus, no portal do Ministério da Saúde. A medida do Governo Federal visa dar o máximo de transparência aos dados para a população”, destacou a secretária Mayra Pinheiro.

Para garantir a proteção de profissionais de saúde que atuam na linha de frente do enfrentamento à COVID-19, o Ministério da Saúde já distribuiu 115,2 milhões de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para todo o país. Desse total, foram distribuídos 3,9 milhões às forças de segurança pública. Entre os itens estão máscaras, aventais, óculos e protetores faciais, toucas, sapatilhas, luvas e álcool. As entregas representam mais um, entre diversos esforços do Governo do Brasil, para auxiliar e reforçar as redes de saúde dos estados e municípios no combate a pandemia.

Ao todo, já foram enviados aos estados: 530,2 mil litros de álcool em gel; 2,9 milhões de aventais; 34,6 milhões de luvas; 5,3 milhões de máscaras N95; 53,1 milhões de máscaras cirúrgicas; 1,4 milhão de óculos de proteção; 450,7 mil sapatilhas; 15,4 milhões de toucas; e 1,2 milhão de protetores faciais. Os materiais foram entregues às Secretarias Estaduais de Saúde, responsáveis por definir quais os serviços de saúde vão recebê-los, a partir do planejamento local.

Aos estados do Centro-Oeste foram entregues 8,3 milhões de EPIs. Para a região Sudeste, o Governo do Brasil entregou 52,2 milhões de EPIs. Os estados do Sul receberam do Ministério da Saúde, 14,4 milhões de EPIs. Para o Nordeste foram 26,9 milhões de itens. Por fim, para a região Norte foram distribuídos 9,2 milhões de EPIs. As entregas levam em conta a capacidade instalada da rede de assistência em saúde pública, principalmente nos locais onde a transmissão está se dando em maior velocidade.

SAÚDE MENTAL

O Ministério da Saúde, em parceria com os ministérios da Justiça e Segurança Pública; da Mulher, Família e Direitos Humanos; e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), lançou uma ação integrada de prevenção ao suicídio e automutilação entre adolescentes durante e pós pandemia do novo coronavírus, quando muitos acabam desenvolvendo quadros de transtornos mentais, como depressão e ansiedade.

“O aumento de casos de suicídio e automutilação, infelizmente, é uma realidade que já vem acontecendo em outros países que já passaram pelo pico da doença. O Brasil está se antecipando a esse comportamento, que é chamado de quarta onda da pandemia”, explica a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro.

A medida visa qualificar profissionais de saúde, educadores da rede pública e privada de ensino, líderes de associações religiosas, profissionais que atuam em conselhos tutelares, entidades beneficentes e movimentos sociais, para a abordagem de adolescentes entre 11 e 18 anos.

A ação acontecerá por meio da promoção de cursos EAD, em todas as escolas públicas, encontros para discussão e trocas de informações e experiências e elaboração de cartilhas sobre o tema, que serão distribuídas em todas as regiões do país.

 

Por Nicole Beraldo, da Agência Saúde
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