Ir direto para menu de acessibilidade.
Novo Coronavírus - tire suas dúvidas
Novo Coronavírus - tire suas dúvidas
Início do conteúdo da página

Banco Público de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário chega a Minas Gerais

Escrito por Leonardo | | Publicado: Sexta, 11 de Abril de 2014, 14h45 | Última atualização em Sexta, 11 de Abril de 2014, 14h46

Inauguração amplia a capacidade de realização do transplante de medula óssea

Minas destaca sua presença no cenário para a realização de transplantes de medula óssea. Na quinta-feira, dia 10 de abril, foi inaugurado pela Hemominas o primeiro Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (BSCUP) público do estado e o 13º banco parte da Rede BrasilCord e sob a coordenação do INCA – Instituto Nacional do Câncer/ Ministério da Saúde.

O Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário instalado na sede do Centro de Tecidos Biológicos de Minas Gerais (Cetebio – primeiro projeto que integra diversos bancos de tecidos e células em uma única estrutura física e organizacional) será responsável por armazenar e disponibilizar unidades de células-tronco para os pacientes que necessitam de transplante de medula óssea e não dispõem de um doador aparentado (ou seja, na própria família), situação de cerca de 1.300 pacientes no Brasil.

No Brasil, são coletados, em média, por dia, quatro cordões em cada uma das 20 maternidades credenciadas. Em Minas Gerais, os processos de captação e triagem clínica do potencial doador do BSCUP e a coleta do sangue de cordão umbilical e placentário serão realizados em maternidades parceiras e credenciadas pela Rede BrasilCord, como Sofia Feldman e a Maternidade do Ipsemg.

Segundo o secretário nacional de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães, que representou o Ministro da Saúde, Arthur Chioro, a inauguração da 13º Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário no país fortalece a rede de bancos públicos. “O transplante e o tratamento do câncer são as joias do SUS e o BSCUP representa um avanço em todos os termos. Se pensarmos que temos menos de 50 anos de democracia e 25 anos de SUS podemos dizer que somos vitoriosos. Somos o segundo país no mundo em transplante de medula óssea, com doadores voluntários. Com esse projeto, temos um ambiente de inovação onde vamos desenvolver conhecimento, fazer pesquisas e realimentarmos o processo”, destacou.

Junto de cada BSCUP está incluída a implantação de um laboratório especializado no processamento de células-tronco para os transplantes. Este laboratório contribuirá para a expansão dos centros de transplante em todo o país, aumentando assim a capacidade de realização dos procedimentos.

A presidente da Fundação Hemominas, Júnia Cioffi, fez um breve histórico do Cetebio, desde a idealização do projeto até a sua aprovação e agradeceu a parceria de todos os envolvidos em sua concretização. “Esse momento é de grande emoção para todos nós, comprometidos com esse projeto visto a responsabilidade que a Hemominas tem com relação aos pacientes hematológicos e ao REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea). O BSCUP é um sucesso e motivo de orgulho para toda a comunidade de Minas Gerais”, afirmou a presidente.

O secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, José Geraldo de Oliveira Prado, salientou o esforço de todos os participantes para a concretização do Cetebio. “Esse empreendimento na região representa, também, o esforço de desenvolvimento. Esse é o primeiro evento público que faço como secretário estadual de saúde e vai me levar a ser, por sua grandiosidade e importância, cada vez mais exigente. Espero ampliarmos, ao longo dos próximos meses, esse trabalho”, disse.

Rede Brasilcord

O banco de Minas soma às demais unidades da Rede BrasilCord: Rio de Janeiro, Belém, Curitiba, Brasília, Florianópolis, Fortaleza, Porto Alegre, Recife e as quatro unidades de São Paulo. As mais de 17 mil bolsas armazenadas nas unidades já possibilitaram 167 transplantes desde a criação da Rede BrasilCord em 2001.

“A Rede BrasilCord é uma estratégia para facilitar as buscas de material para transplante de medula óssea. Contemplar as regiões brasileiras com bancos públicos só amplia as possibilidades dos pacientes que aguardam por um doador compatível”, afirma Luis Fernando Bouzas, coordenador da Rede BrasilCord e diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea do INCA.
Para o diretor-geral do INCA, Luiz Antonio Santini, a expansão dos bancos pelo país é fundamental também para atender às necessidades não supridas pelo Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME): “Além de ajudar a estabilizar o sistema de doação, o Banco é uma plataforma para pesquisas e inovações na área da Saúde, inclusive sobre células-tronco”.

De acordo com o gestor de Projetos da Fundação do Câncer, Marson Rebuzzi, a diversidade genética brasileira estará contemplada com os materiais recebidos pelos BSCUPs distribuídos pelo Brasil. “Com todos os Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário instalados, vai haver um aumento das chances de conseguirmos doadores não aparentados, o que vai levar a um aumento do número de transplantes. É muito gratificante fazer parte desse programa nacional de combate ao câncer que tanto aflige a população”, explicou.

O programa de implantação dos bancos de sangue de cordão umbilical é feito por meio de parceria entre a Fundação do Câncer, responsável pela gestão financeira e administrativa do projeto, e o INCA. Todos os bancos da BrasilCord contam com o financiamento viabilizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme parceria firmada no ano de 2008.

O projeto da nova fase de ampliação da BrasilCord prevê a inauguração de mais quatro bancos públicos – Manaus (AM), São Luís (MA), Campo Grande (MS) e Salvador (BA) – até 2017, quando haverá um total 75 mil bolsas armazenadas.

Como é feita a coleta?

A doação do cordão umbilical do recém-nascido para um banco público é voluntária, sigilosa e somente é realizada após a autorização materna e não traz nenhum prejuízo à saúde da mãe ou do bebê. As unidades armazenadas ficam disponíveis para qualquer pessoa que precise de transplante de medula óssea e também podem ser utilizadas em pacientes com leucemia e outras doenças do sangue.

Podem doar o sangue do cordão umbilical:
• Mães com idade mínima de 18 anos e máxima de 37 anos
• Que estejam com mais de 35 semanas de gestação
• Que tenham feito pelo menos duas consultas de pré-natal
• Que não tenham tido problemas na gestação
• Que se encaixem nos demais critérios estabelecidos pelas normas técnicas vigentes

Cetebio

Composto pelo Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (BSCUP), Banco de Medula Óssea (BMO), Banco de Pele (BP), Banco de Sangues Raros (BSR), Banco de Tecidos Musculoesqueléticos (BTME), Banco de Membrana Amniótica (BMA) e Banco de Tecidos Cardiovasculares (BTCV), o Cetebio será o maior Centro Público Integrado de Tecidos Biológicos da América Latina.

Fim do conteúdo da página