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DSEI Alto Rio Solimões equipa Polos Bases para atendimento de pacientes da COVID-19

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Quinta, 21 de Maio de 2020, 12h44 | Última atualização em Quarta, 27 de Maio de 2020, 13h55

O Distrito Sanitário Especial (DSEI) Alto Rio Solimões concluiu, neste mês de maio, a instalação de três novos Polos Bases nos municípios de Tabatinga e São Paulo de Olivença, no Estado do Amazonas, para subsidiar as Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI) e melhor atender os indígenas aldeados da região. As obras e a aquisição de equipamentos, transportes e insumos são feitas com recursos da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) do Ministério da Saúde.

Foram entregues totalmente equipados o Polo Base Campo Alegre, no município de São Paulo de Olivença, e os novos Polos Bases de Umariaçu I e Umariaçu II, no município de Tabatinga. Estas unidades reforçam a assistência às aldeias e auxilia o combate ao novo coronavírus (COVID-19).

Além das obras, o Distrito adquiriu três ambulanchas - embarcações de transporte de urgência de pacientes, equipados com cilindro de oxigênio, para remoção de aldeados até às cidades. Também comprou motores de popa que possibilitarão o transporte de indígenas até às unidades de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). A maioria das 236 aldeias acompanhadas pelas EMSI estão em área fluvial de difícil acesso.

Para reduzir a possibilidade de contágio da COVID-19, o DSEI empenhou recursos para a compra de dez mil unidades de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para os cerca de 900 profissionais de saúde. O uso dos EPI é um procedimento obrigatório, orientado pela SESAI, para garantir a proteção das EMSI e dos pacientes durante o atendimento de atenção básica à saúde nas aldeias. Neste mês de maio, os Distritos concluem a vacinação contra a influenza e as doenças imuno-preveníveis da campanha do “Mês de Vacinação da População Indígena”.

Várias barreiras sanitárias também foram montadas nas entradas das aldeias para evitar o acesso de pessoas que não fazem parte da comunidade e, desta forma, minimizar o contato com possíveis infectados com a COVID-19. As barreiras organizadas pelo DSEI têm o apoio das prefeituras municipais, Defesa Civil, Polícia Militar e lideranças indígenas.

De acordo com o coordenador do DSEI Alto Rio Solimões, Weydson Pereira, apesar da região ter o maior número de infectados pela COVID-19, em comparação aos demais Distritos, a recuperação é muito maior do que os de óbitos. “Estamos fazendo o monitoramento de todas as síndromes gripais dentro das aldeias, com acompanhamento diário, para termos um percentual grande de pessoas recuperadas. Apesar dos números de casos confirmados da COVID-19, temos um percentual grande de pacientes que entraram em cura. Nossa missão é evitar óbitos e garantir ao indígena da aldeia uma boa recuperação”, afirma.

No total, o DSEI possui 13 Polos Bases, 15 unidades de Saúde Indígena e uma Casa de Saúde Indígena (CASAI) para atender mais de 70 mil aldeados.

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