Ir direto para menu de acessibilidade.
Novo Coronavírus - tire suas dúvidas
Banner teleSUS clique aqui
Início do conteúdo da página

Residência Médica é tema de debate na Faculdade de Medicina da USP

Escrito por Gustavo Frasão | | Publicado: Sexta, 20 de Dezembro de 2019, 16h06 | Última atualização em Sexta, 20 de Dezembro de 2019, 16h06

O evento contou com representantes do Ministério da Saúde, Ministério da Educação e da classe médica

Foto: Silvia Miguel

A Residência Médica no Brasil foi o tema do evento realizado no Auditório da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), no dia 09 de dezembro. O debate “Qual o Futuro da Residência Médica no Brasil?" reuniu representantes do Ministério da Saúde, da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM/MEC) e da classe médica para debater o cenário atual e futuro para a Residência Médica.

O evento iniciou com a apresentação do Programa Nacional de Apoio à Formação de Médicos Especialistas em Áreas Estratégicas (Pró-Residência Médica), realizado pelo Ministério da Saúde O programa foi lançado com o intuito de incentivar a formação de especialistas, na modalidade Residência Médica, de especialidades e áreas de atuação, priorizando regiões que apresentem vazios de formação assistencial.

“O Ministério da Saúde apresentou a análise estatística da performance dos dez anos do Pró-Residência. Atualmente o Brasil possui três grandes financiadores da Residência Médica, o Ministério da Saúde com pouco mais de 30% das bolsas ofertadas, o conjunto das Secretarias de Estado e o Ministério da Educação. Considerando que o Ministério é responsável por 30% das bolsas financiadas, a análise pode servir como referencial para entender o cenário da residência no país”, registrou o Diretor do Departamento de Gestão de Trabalho em Saúde (DEGTS) da Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde (SGTES), Alessandro Glauco dos Anjos de Vasconcelos.

Além do Pró-Residência Médica, os presentes ainda abordaram o valor da remuneração paga ao residente, a importância de programas de fomento para regiões que apresentem vazios assistenciais, a formação dos preceptores, o aspecto da saúde mental dos residentes e a necessidade da melhoria do Sistema Informatizado da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM/MEC).

O diretor do DEGTS destacou a importância do cumprimento das diretrizes e da avaliação dos resultados dos programas de fomento. “Nosso objetivo é fazer uma proposta que seja sustentável para criar uma política de Estado para Residência Médica e Residência Área Profissional da Saúde. Para isso, vamos mergulhar nos dados e convidar a academia para fazer estudos junto com o Ministério da Saúde. Ainda será necessário criar uma estrutura junto com o MEC, que seja perene e funcional, e também o banco de avaliadores”, registrou o diretor.

A organização do evento e a moderação da mesa ficou a cargo do professor doutor do Departamento de Medicina Preventiva (DMP), da FMUSP, Mário Scheffer. Segundo o professor, o evento foi importante para atualizar os desafios da Residência Médica no Brasil, entre eles a contradição do cenário de insuficiência de vagas frente à expansão dos cursos de graduação enquanto há ociosidade de vagas não ocupadas nas residências. “O sistema de avaliação da qualidade e a sustentabilidade orçamentária das bolsas precisam se adequar à expansão da Residência e ser sustentável. Estes são exemplos dos grandes desafios que precisam ser enfrentados conjuntamente pelo sistema formador, governos e universidade”, concluiu Sheffer.

A secretária executiva da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), Viviane Cristina Uiliana Peterlle, participou por videoconferência online. Ainda compuseram a mesa de debate o representante da Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR), Francisco de Assis Romeiro Coelho e as ex-secretárias executivas da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), Maria do Patrocínio Tenório Nunes e Rosana Leite de Melo.

Ainda estiveram envolvidos na organização a coordenadora geral da Comissão de Residência Médica (COREME) da FMUSP, Vera Koch, o coordenador administrativo da COREME, Luiz Koiti Kimura, e a coordenação geral foi realizada pelo diretor da FMUSP, Prof. Tarcisio Eloy Pessoa de Barros Filho. O evento contou com a presença de professores titulares e eméritos da FMUSP, além de coordenadores de programas de Residência Médica, representantes de instituições de medicina e da gestão municipal, são elas: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Universidade Nove de Julho (UNINOVE), Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), Santa Casa de Misericórdia, Hospital Sírio Libanês, Associação Brasileira de Ensino Médico (Abem), Faculdade de medicina de Ribeirão Preto (FAMERP-USP), Academia de Medicina, Prefeitura Municipal de São Paulo, Prefeitura Municipal de Guarulhos e Maternidade Cachoerinha (PMSP).

SGTES

A Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) é responsável por formular políticas públicas orientadoras da gestão, formação e qualificação dos trabalhadores e da regulação profissional na área da saúde no Brasil. A secretaria é responsável por promover a integração dos setores de saúde e educação para fortalecer as instituições formadoras de profissionais atuantes na área, bem como integrar e aperfeiçoar a relação entre as gestões federal, estaduais e municipais do SUS, no que se refere aos planos de formação, qualificação e distribuição das ofertas de educação e trabalho na área de saúde.

Por NUCOM/ SGTES
Atendimento à imprensa:
(61) 3315-3580

Fim do conteúdo da página