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Brasil desenvolve modelo para estimativa da força de trabalho médica

Escrito por Gustavo Frasão | | Publicado: Sexta, 24 de Janeiro de 2020, 17h23 | Última atualização em Sexta, 24 de Janeiro de 2020, 19h06

O modelo analítico em desenvolvimento no PROVMED 2030 possibilitará a adequação entre a oferta atual e a necessidade futura de médicos e especialistas no país

Foto: Eduardo Grisoni

O Ministério da Saúde, Universidade de São Paulo (USP) e a Organização Pan-Americana da Saúde/ Organização Mundial de Saúde (OPAS/OMS) assinaram o projeto PROVMED 2030 nesta quarta-feira, 22 de janeiro, em Brasília. Com o objetivo de orientar a tomada de decisão sobre as políticas de recursos humanos em saúde, o projeto desenvolverá um modelo analítico da situação da força de trabalho médica brasileira, contribuindo para a adequação da oferta atual e a necessidade futura de médicos e de especialistas no país.

“O PROVMED 2030 tem como orientação analisar os dados existentes, além de coletar outros que são importantes para entender o contexto e desenhar um modelo para gerar cenários futuros e, dessa forma, balizar as políticas de Estado. Nesse sentido, a parceria com o professor Mário Scheffer que tem expertise de anos desenvolvendo a sistematização de dados na área médica é extremamente importante para beneficiar o futuro da saúde da população brasileira”, explicou o Diretor do Departamento da Gestão do Trabalho em Saúde (DEGTS), da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), Alessandro Glauco Dos Anjos de Vasconcelos.

O planejamento da força de trabalho em saúde é essencial para melhor atender às necessidades de saúde da população e deve considerar a dinâmica do mercado de trabalho na saúde, as realidades epidemiológicas dos países e as novas demandas relacionadas ao envelhecimento e ao aumento da expectativa de vida, dentre outros fatores, resultando nas transformações dos sistemas de saúde.

“São dois anos de duração de projeto para desenvolvermos um modelo que seja capaz de ter continuidade pois essa análise é muito dinâmica, depende de dados muito complexos e variados. Se neste período pudermos compreender as tendências atuais, será possível contribuir com subsídios para um planejamento de médio prazo, tendo como horizonte o ano de 2030”, registrou o professor doutor do Departamento de Medicina Preventiva (DMP), da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), Mário Scheffer, autor da pesquisa Demografia Médica, realizada em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM).

Concebido em atenção as normativas e aos acordos que o país é signatário, o PROVMED 2030 será realizado em parceria tripartite com o Ministério da Saúde, USP e a OPAS/OMS. Segundo o professor Scheffer, o tema recursos humanos em saúde requer múltiplos esforços e somente através da colaboração é possível desenhar este modelo que estará a serviço das políticas públicas que precisam estar orientadas pelas melhores evidências possíveis.

Projeção de necessidades dos médicos para 2030

O projeto irá sistematizar indicadores, analisar a situação atual e evolução da formação médica, analisar características atuais e a evolução da Residência Médica, elaborar um modelo de projeção de provimento e necessidades de médicos e especialistas em diferentes cenários, resultando em informações norteadoras aos gestores para a elaboração de políticas públicas. Além de utilizar as bases de dados já existentes, o projeto realizará a coleta de dados com os profissionais de saúde e as instituições de formação médica.

Segundo o Diretor do DEGTS/SGTES, o modelo irá desenvolver um balizador técnico-científico que aponte a necessidade do número de médicos e principais especialidades necessárias no território em 2030. O modelo ainda servirá de subsídio aos futuros profissionais para orientar na escolha da especialidade e da região que pretendem atuar. “A informação norteará a adequação do número de vagas e a localização delas no território brasileiro, evitando vazios assistenciais por falta de vagas ou investimento injustificado em localidades em que não são ou serão necessárias, quer seja na especialização ou na graduação”, analisou Vasconcelos.

 “Em geral o manejo da informação e do planejamento de Recursos Humanos para um sistema de saúde se converteu em uma necessidade básica, cada vez mais a tecnologia permite transformar as pesquisas em elementos sistemáticos de uso cotidiano. A proposta dos desafios do milênio é chegar ao acesso universal da saúde e parte central disso é ter um sistema de informação e planejamento que possa dar conta das lacunas que nós temos na saúde. Então, começar pela informação para chegar na política é necessário”, registrou a Coordenadora da Unidade Técnica de Capacidades Humanas para Saúde da OPAS/OMS, Monica Padilha.

SGTES

A Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) é responsável por formular políticas públicas orientadoras da gestão, formação e qualificação dos trabalhadores e da regulação profissional na área da saúde no Brasil. A secretaria é responsável por promover a integração dos setores de saúde e educação para fortalecer as instituições formadoras de profissionais atuantes na área, bem como integrar e aperfeiçoar a relação entre as gestões federal, estaduais e municipais do SUS, no que se refere aos planos de formação, qualificação e distribuição das ofertas de educação e trabalho na área de saúde.

Por NUCOM SGTES
Atendimento à imprensa:
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