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Ministério da Saúde debate valor das bolsas de residência

Escrito por Gustavo Frasão | | Publicado: Segunda, 10 de Fevereiro de 2020, 17h54 | Última atualização em Terça, 11 de Fevereiro de 2020, 11h34

Além da questão financeira, também foi abordada a qualidade de vida dos profissionais residentes e dos serviços prestados à população

Foto: Priscilla Klein / Nucom SGTES

O Ministério da Saúde convocou, na última quinta-feira (06/02), em Brasília (DF), uma reunião com representantes do Ministério da Educação (MEC), parlamentares e entidades de classe para apresentar propostas e traçar possíveis cenários de correção no valor das bolsas de Residência em Saúde. O encontro foi motivado pela necessidade de valorizar os profissionais que cursam residência de saúde no país, corrigindo a defasagem ocorrida ao longo dos últimos quatro anos nos valores das bolsas de residência.

O diretor do Departamento de Gestão do Trabalho em Saúde, da Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde (DGTES/SGTES), Alessandro Vasconcelos, representando a Secretaria Mayra Pinheiro, explicou que atualmente o valor da bolsa é de R$ 3.330,43. Uma das propostas é que seja feita a reposição das perdas financeiras relativas ao período 2016-2020 estimada em 14,21%, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

“A reunião foi convocada para darmos sequência aos trabalhos de aperfeiçoamento das Residências. Reconhecemos a defasagem no valor das bolsas e sabemos da importância dos residentes como força de trabalho dentro do SUS e da responsabilidade de escolha pela formação especializada. Já temos um estudo sobre a possibilidade de fazer a correção de perdas salariais e a proposta já está em andamento”, revelou Alessandro.

Para a conselheira do Conselho Federal de Medicina (CFM), Rosylane Rocha, o valor pago aos residentes, somado à extensiva carga horária de trabalho, tem refletido na saúde do profissional e acarretado a baixa procura pela qualificação e especialização. “Muitos médicos já saem das faculdades com uma dívida de financiamento enorme. O valor atual das bolsas não reflete as necessidades do profissional, que além de trabalhar 60 horas por semana ainda tem uma carga horária extensiva de estudos e plantão. Nossos profissionais estão adoecendo e isso acaba prejudicando a qualidade do serviço prestado à população”, considerou Rosylane.

ATUAÇÃO

Os programas de Residência em Saúde têm como objetivo apoiar a formação de especialistas em regiões e áreas prioritárias para o Sistema Único de Saúde (SUS). Até 2019, foram ofertadas 9.613 bolsas para Residência Médica e 5.076 para Residência em Área Profissional, ambas destinadas ao primeiro ano de atuação profissional.

Por Priscilla Klein, do NUCOM/SGTES
Atendimento à imprensa:
(61) 3315.3580

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