Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página

Saúde na luta contra a gripe: vacinação termina nesta sexta (22)

Escrito por Leonardo | | Publicado: Segunda, 11 de Maio de 2015, 09h34 | Última atualização em Sexta, 07 de Dezembro de 2018, 16h18

Mais de 14 milhões de pessoas já foram vacinadas. A vacina é segura e previne  complicações e casos graves de gripe.

A Campanha de Vacinação contra Gripe termina na próxima sexta-feira (22). Balanço do Ministério da Saúde mostra que até o dia 15 deste mês foram vacinados 14,5 milhões de brasileiros. O número representa 29,24% do público-alvo, formado por 49,7 milhões de pessoas mais vulneráveis para complicações da gripe. A meta é vacinar 80% do público.

O Ministério da Saúde adquiriu, para a realização da campanha, mais de 54 milhões de doses da vacina aos estados para garantir a meta de vacinar, pelo menos, 39,7 milhões de pessoas do grupo prioritário, ou seja, parte da população que tem mais riscos de desenvolver complicações causadas pela doença. São elas: crianças de seis meses a cinco anos incompletos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores da saúde; povos indígenas; gestantes; puérperas (mulheres até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; e funcionários do sistema prisional. 

"A vacinação é extremamente importante e segura, além de ser capaz de reduzir em 45% as internações e em até 75% os óbitos provocados pelas complicações decorrentes da gripe. Por isso, é fundamental garantirmos uma taxa de cobertura superior a 80%. Também não podemos deixar de valorizar esse momento importante de prevenção e convocar a mobilização da população brasileira, além de recomendar para aqueles que fazem parte do grupo prioritário, procurem um posto de saúde perto de sua casa", orientou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. Também serão vacinados portadores de doenças crônicas não-transmissíveis ou pessoas com outras condições clínicas especiais. A definição dos grupos prioritários segue a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), além de ser respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. A vacina disponibilizada na rede pública em 2015 protege contra os três subtipos do vírus da gripe determinados pela OMS para este ano (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B). A vacina  é segura e também é considerada uma das medidas mais eficazes na prevenção de complicações e casos graves de gripe. Como o organismo leva, em média, de duas a três semanas para criar os anticorpos que geram proteção contra a gripe, é fundamental realizar a vacinação no período da campanha para garantir a proteção antes do início do inverno. O período de maior circulação da gripe vai do final de maio até agosto.

"A antecipação da campanha no Estado do Rio Grande do Sul demonstra a sensibilidade do Ministério da Saúde porque já possibilitou a vacinação de 1/3 da população-alvo. Esse resultado foi possível pelo envolvimento dos prefeitos e secretarias de saúde municipais e, principalmente, pelo envolvimento de todos os profissionais de saúde do Estado. Vamos fazer o máximo que estiver ao nosso alcance para atingir a meta de vacinar 3,6 milhões de pessoas", garantiu o secretário de saúde do Estado do Rio Grande do Sul, João Gabbardo. Para receber a dose, é importante levar o cartão de vacinação e o documento de identificação. As pessoas com doenças crônicas, ou com outras condições clínicas especiais, também precisam apresentar prescrição médica especificando o motivo da indicação da vacina.  Pacientes cadastrados em programas de controle no SUS deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receberem a dose, sem necessidade de prescrição médica. A vacina contra a gripe foi adquirida por meio da Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) entre o Instituto Butantan e o laboratório privado Sanofi. O acordo, intermediado pelo Ministério da Saúde, permitiu que Instituto Butantan dominasse todas as etapas de produção da vacina. Foram investidos R$ 487,6 milhões na aquisição das doses para a campanha deste ano.  MEDIDAS DE PREVENÇÃO – A transmissão dos vírus influenza ocorre pelo contato com secreções das vias respiratórias que são eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também acontece por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz). À população em geral, o Ministério da Saúde orienta a adoção de cuidados simples como medida de prevenção, tais como: lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar; evitar tocar o rosto e não compartilhar objetos de uso pessoal. Em caso de síndrome gripal, a recomendação é procurar um serviço de saúde o mais rápido possível. A vacina contra a gripe não é capaz de eliminar a doença ou impedir a circulação do vírus. Por isso, as medidas de prevenção são tão importantes, particularmente entre os meses de junho e agosto. Também é importante lembrar que, mesmo pessoas vacinadas, ao apresentarem os sintomas da gripe - especialmente se são integrantes de grupos mais vulneráveis às complicações - devem procurar, imediatamente, o serviço médico. Os sintomas da gripe são: febre, tosse ou dor na garganta, além de outros, como dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração. REAÇÕES ADVERSAS – Após a aplicação da vacina pode ocorrer, de forma rara, dor no local da injeção, eritema e enrijecimento. São manifestações consideradas leves, cujos efeitos costumam passar em até 48 horas.  A vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para pessoas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados. É importante procurar o médico para mais orientações. 

Veja também:

Saúde mobiliza o país na vacinação contra gripe

Acesse aqui as peças da campanha contra gripe 2015

Ministério da Saúde promove vacinação dos povos indígenas Ministro participa de vacinação de indígenas em aldeia no Maranhão

Por Camila Bogaz e Carlos Américo, da Agência Saúde

Atendimento à imprensa – Ascom/MS 
(61) 3315-2577/3580

Ministro participa de vacinação de indígenas em aldeia no Maranhão

Fim do conteúdo da página