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Novas estratégias para o enfrentamento das hepatites virais são discutidas no Ciclo de Estudos

Escrito por Leonardo | | Publicado: Quinta, 24 de Setembro de 2015, 16h00 | Última atualização em Quinta, 24 de Setembro de 2015, 17h47

Uma nova terapia que aumenta as chances de cura e diminui o tempo de tratamento aos pacientes com hepatite C crônica estará disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) até dezembro deste ano. Essa e outras estratégias para o enfrentamento das hepatites virais no Brasil foram discutidas na última sexta-feira (18) no Ciclo de Estudos, evento promovido em Brasília (DF) pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde. 

O tratamento tem uma taxa de cura de 90%, significativamente maior que a dos outros utilizados até o momento, e duração de 12 a 24 semanas, contra as 48 semanas de duração da terapia anterior. Outra vantagem é que todo o tratamento é oral, o que proporciona mais qualidade de vida e conforto ao paciente. 

Composto pelos medicamentos daclatasvir, simeprevir e sofosbuvir, o tratamento vai beneficiar cerca de 30 mil pessoas nos próximos 12 meses. As novas medicações vão beneficiar pacientes que não podiam receber os tratamentos ofertados anteriormente, entre eles os portadores de coinfecção com o HIV, cirrose descompensada, pré e pós-transplante e pacientes com má resposta à terapia com alfapeginterferona, ou que não se curaram com tratamento anterior. 

Os pacientes poderão ter acesso universal e gratuito à medicação, que será adquirida de maneira centralizada pelo Ministério da Saúde para a distribuição aos estados. Para a compra dos medicamentos, a instituição conseguiu negociar os preços com as indústrias farmacêuticas, com descontos de mais de 90% em relação aos preços de mercado.

 

Ciclo de Estudos 

Edison Roberto Parise, presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia, e Nádia Elizabeth Barbosa Vilas Boas, conselheira indicada pelo Conselho Nacional de Saúde, ministraram as palestras do Ciclo de Estudos. O debate foi coordenado por Marcelo Naveira, coordenador-geral de Hepatites Virais do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais da SVS. 

A apresentação de Edison Parise abordou as repercussões previstas para o novo protocolo de condutas e diretrizes terapêuticas. Segundo ele, milhões de pessoas no Brasil são portadoras do vírus e não sabem, devido às características das hepatites virais, que nem sempre exibem sintomas. Por isso, destacou a necessidade de ampliação do acesso ao diagnóstico e ao tratamento. De acordo com Parise, isso poderia ocorrer com a expansão dos testes rápidos para diagnóstico, com a utilização de testes não invasivos e com a possibilidade de envolvimento de profissionais de saúde de outras especialidades e da atenção básica. O presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia afirmou, ainda, que o diagnóstico precoce amplia a eficácia do tratamento. 

Além da ampliação do acesso ao diagnóstico e ao tratamento, Nádia Vilas Boas considerou relevante o envolvimento das secretariais municipais de saúde nas ações de enfrentamento das hepatites virais, assim como a garantia da oferta de vacinas, medicamentos, testes e exames laboratoriais relacionados ao assunto. A palestrante também ressaltou a necessidade do crescimento da visibilidade e da percepção da importância das hepatites virais. Além disso, citou conquistas dos movimentos sociais nos últimos anos, como o Julho Amarelo, mês que reúne uma série de atividades de combate à doença. 

Marcelo Naveira apresentou outras ações recentes relativas às hepatites virais, como a introdução da vacina contra a hepatite A no calendário básico de imunização da criança e a ampliação até 49 anos de idade da faixa etária da vacinação contra hepatite B. Sobre a hepatite C, disse que a doença causa de 350 mil a 700 mil mortes no mundo anualmente e é uma principais causas de cirrose, câncer e transplante de fígado. Lembrou, ainda, que o Brasil é uma liderança internacional no tema, por estimular e participar de diversas resoluções internacionais.

 

Confira as apresentações:

Edison Roberto Parise

Marcelo Contardo Moscoso Naveira

 

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