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Saúde e Maranhão assinam Compromisso de combate a Hanseníase

Escrito por Leonardo | | Publicado: Segunda, 26 de Outubro de 2015, 16h39 | Última atualização em Quarta, 28 de Outubro de 2015, 13h47

 

O Ministério da Saúde, o Governo do Maranhão e Prefeituras dos municípios prioritários do estado assinam, na próxima terça-feira (27), em São Luís (MA), um Termo de Compromisso para o cumprimento do Plano Estratégico de Enfrentamento da Hanseníase, com metas graduais a serem alcançadas nos próximos anos. Este documento tem como intuito fortalecer o comprometimento dos gestores e profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) no desenvolvimento de ações para redução da carga da hanseníase e alcance da eliminação da doença como problema de saúde pública.  

“O objetivo desta ação é mobilizar para alcançarmos a eliminação da doença como problema de saúde pública, o que significa menos de um caso de hanseníase por 10 mil habitantes”, informa Antônio Carlos Nardi, Secretário de Vigilância em Saúde. Para isso, ele destaca a importância do trabalho conjunto entre o Ministério da Saúde, os estados e os municípios. “Esse resultado só será possível com uma intensa articulação entre todos os envolvidos, com a manutenção de uma vigilância epidemiológica ativa, capaz de diagnosticar precocemente os casos da doença e realizar o tratamento e acompanhamento adequado”, ressalta Nardi. 

O Ministério da Saúde oferecerá apoio técnico e ações de capacitação para os profissionais de saúde, com vistas a intensificar as atividades de busca ativa de casos, de diagnóstico, de tratamento, de vigilância de contatos e de acompanhamento dos pacientes até a cura. Exemplo disso é a oferta, para o Maranhão, do Mestrado Profissional em epidemiologia aplicada ao serviço de saúde, com foco na vigilância das doenças transmissíveis relacionadas à pobreza. Ainda em 2015, esse curso estará disponível aos profissionais de saúde do estado. 

A mobilização também prevê o apoio dos Centros de Referência, de parceiros e da sociedade civil para fortalecer a oferta de serviços de qualidade a todas as pessoas atingidas pela hanseníase, além de esforços para reduzir o estigma e discriminação relacionados à doença. 

O Ministério da Saúde apoiará ainda a qualificação de dados do Sistema de Informação de Agravos e Notificação e do acompanhamento de casos de hanseníase. 

CAMPANHA – Desde 10 de agosto, a III Campanha Nacional de Hanseníase, Geo-helmintíases e Tracoma tem mobilizado agentes comunitários da saúde, equipes da estratégia de Saúde da Família, profissionais da educação e a sociedade civil de 2.338 municípios brasileiros com alta carga dessas doenças ou maior vulnerabilidade a este conjunto de doenças.  Esta ação tem como público-alvo os estudantes da rede pública do Ensino Fundamental na faixa etária de 5 a 14 anos.

 A estratégia constitui-se na busca ativa de casos para diagnóstico precoce da hanseníase através da avaliação dos casos suspeitos identificados por meio do preenchimento da ficha de autoimagem, no tratamento quimioprofilático com albendazol 400mg para a redução da carga parasitária de geo-helmintíases e busca ativa de tracoma por meio de exame ocular externo, com tratamento dos positivos e seus contatos. 

Em 2014, o resultado da Campanha apresentou resultados impressionantes: 5,6 milhões de estudantes receberam a ficha de autoimagem, destes 4,1 milhões responderam, representando 74% do total; 231.247 alunos (5,6%) foram encaminhados às unidades de saúde para confirmação do diagnóstico; 354 (0,15%) crianças foram diagnosticadas com hanseníase. Os contatos destas crianças também foram registrados e examinados, de forma que 73 casos foram diagnosticados entre os contatos intradomiciliares dos casos novos diagnosticados na Campanha. 

No Maranhão, em 2014, 419.264 mil estudantes receberam a ficha de autoimagem e 13.221 mil casos suspeitos foram encaminhados para as unidades de saúde. Destes, 33 alunos e 13 contatos intradomiciliares foram diagnosticados e tratados para hanseníase. Em 2015, a Campanha no estado está sendo realizada em 1.132 escolas de 137 municípios. O objetivo é  alcançar mais de 143.850 mil alunos. 

REDUÇÃO DE CASOS – A taxa de prevalência de hanseníase no Brasil caiu 25,7%, passando de 1,71 por 10 mil habitantes, em 2004, para 1,27 por 10 mil habitantes, em 2014. A queda é resultado das ações voltadas para a eliminação da doença, intensificadas nos últimos anos. As áreas de maior risco de adoecimento estão concentradas em Rondônia, Pará, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. 

O Ministério da Saúde registrou no ano passado 31 mil casos novos da doença. Já em 2004 foram 50,5 mil casos novos - uma redução de 38,5%. Em 2004, 67,3% das pessoas que faziam tratamento para hanseníase tiveram cura. Em 2014, esse número saltou para 82,7%. O número de contatos examinados também aumentou de 45,5% para 76,6%, no mesmo período. 

No Maranhão, foram detectados 3.632 casos novos em 2014, o que representa uma diminuição de 32,2% em comparação com os 5.366 casos de 2004. Do total de casos registrados em 2014, 361 (9,9%) eram em menores de 15 anos. A taxa de cura no estado cresceu 29,7%, passando de 63,8% em 2004 para 82,8% em 2014. 

HANSENÍASE - A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, de investigação obrigatória e notificação compulsória em todo o território nacional. É de grande importância para a saúde pública devido a sua magnitude e o seu alto poder incapacitante, atingindo principalmente a faixa etária economicamente ativa.

A doença acomete principalmente a pele e nervos periféricos podendo levar a sérias incapacidades físicas, quando diagnosticada tardiamente. Tem como agente etiológico o Mycobacterium leprae, capaz de infectar grande número de indivíduos (alta infectividade), no entanto poucos adoecem (baixa patogenicidade).

 

Serviço: 

Mobilização para Implementação da Estratégia de Redução da Carga da Hanseníase no  Estado do Maranhão 

Data: 27 de outubro (terça-feira)

Horário: 9 h

Local: Auditório do Rio Poty Hotel - Av. dos Holandeses, S/N, Ponta D'areia, São Luís (MA), CEP 65.071-380.

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