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SVS recebe delegação de jornalistas chineses para discutir tabagismo

Escrito por Leonardo | | Publicado: Quarta, 28 de Outubro de 2015, 17h53 | Última atualização em Quarta, 28 de Outubro de 2015, 18h35

 Foto: Luis Carlos

A Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) recebeu nesta quarta-feira (28), em Brasília (DF), uma delegação de jornalistas chineses para discutir as ações de combate ao tabagismo promovidas pelo Ministério da Saúde e os avanços relacionados ao tema no Brasil nos últimos anos. Dois profissionais da Aliança contra o Tabaco também participaram do debate. 

Confira a apresentação da reunião.

Segundo dados do Vigitel 2014, o ato de fumar está cada vez menos popular no Brasil. Atualmente, 10,8% dos brasileiros ainda mantém o hábito – o índice é maior entre os homens (12,8%) do que entre as mulheres (9%). Os números representam uma queda de 30,7% no percentual de fumantes nos últimos nove anos. Em 2006, 15,6% dos brasileiros declaravam consumir o produto. A redução é resultado de uma série de ações desenvolvidas pelo Governo Federal para combater o uso do tabaco. 

Entre os principais motivos para a queda do consumo no Brasil está o crescimento do preço dos cigarros, devido à política de preços mínimos e ao aumento da taxação. Segundo a Pesquisa ICT/INCA 2013, 62% dos fumantes pensaram em parar de fumar devido ao valor do produto no país. Essa política também está diretamente ligada à redução da experimentação entre os jovens, já que cerca de 80% dos fumantes iniciam o hábito antes dos 18 anos. 

Outras ações importantes são as proibições da propaganda do cigarro e do fumo em ambientes fechados de uso coletivo, além do aumento das advertências nos maços e da oferta crescente de tratamento para quem quer deixar de fumar. O atendimento ao tabagista é realizado por 23 mil equipes de Saúde da Família nas unidades básicas de saúde. Para o biênio 2013/2014, o Ministério da Saúde destinou R$ 41 milhões para a compra de medicamentos (adesivos, gomas e pastilhas de nicotina e bupropiona) utilizados no tratamento. 

A priorização do atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) pode ser mensurada pela Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE. A PNS revela que, em 2013, 73,1% das pessoas que tentaram parar de fumar conseguiram tratamento, um aumento importante em relação a 2008, quando o índice era de 58,8%. 

O Ministério da Saúde ampliou, ainda, ações de prevenção com atenção especial aos grupos mais vulneráveis (jovens, mulheres, população de menor renda e escolaridade, indígenas, quilombolas). Esse conjunto de iniciativas permitiu que, até 2015, segundo o balanço do Plano de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), a redução da prevalência de tabagismo seja o indicador de fator de risco com maior avanço no Brasil. O tabagismo é um fator importante para o desenvolvimento de doenças como câncer, doenças pulmonares e cardiovasculares.

 

INTERNACIONAL - O Brasil ratificou, em 2005, a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, tratado internacional de saúde pública da OMS que tem como objetivo reduzir o consumo de derivados de tabaco. Uma das medidas preconizadas no tratado é o aumento de preços e impostos sobre os produtos de tabaco, associado a medidas para eliminar o mercado ilegal desses produtos. 

O protocolo para eliminar o mercado ilegal de produtos de tabaco está vinculado ao artigo 15 da Convenção-Quadro e foi negociado pelos países-membros durante cinco anos. O objetivo é eliminar o mercado ilegal de produtos de tabaco por meio de um pacote de medidas a serem adotadas pelos países em cooperação. O protocolo entrará em vigor quando 40 países completarem o processo de ratificação. Por enquanto, apenas oito países ratificaram o documento. No Brasil, o protocolo está em tramitação no Executivo para seguir para a ratificação no Congresso. 

Em março deste ano, em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), o Brasil recebeu reconhecimento da Fundação Bloomberg pelo monitoramento e controle do tabaco no país.

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