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Institucional

Escrito por alexandreb.sousa

ESCLARECIMENTOS SOBRE O USO DO SORO E/OU IMUNOGLOBULINA ANTIRRÁBICO HUMANO

 

A Coordenação Geral das Doenças Transmissíveis (CGDT) e do Programa Nacional de Imunizações (CGPNI) esclarecem, sobre o cartaz “Esquema para profilaxia da raiva humana com vacina de cultivo celular”, reeditado em julho de 2014, nas observações contidas no item “4”, que orientam sobre a aplicação do soro e/ou imunoglobulina antirrábica humana e que passou a ter a descrição seguinte: “Nos casos em que se conhece tardiamente a necessidade do uso do soro antirrábico, ou quando não há soro disponível no momento, aplicar a dose recomendada de soro no máximo em até 07 dias após a aplicação da 1ª dose de vacina de cultivo celular. Após esse prazo, o soro não é mais necessário”.

Esta recomendação está consoante com a imunolgia da raiva existentes em compêndios científicos, como: “WHO –Expert Consultation on Rabies- Second Report de 2013, páginas 55-60 e 130 (anexo 5)”, “WHO recommendations for routine immunization - summary tables de 2012” e “Weekly epidemiological record, no. 32, 6 august 2010”.

 

Diante do exposto, o soro e/ou imunoglobulina antirrábica humana devem ser administrados a todos os pacientes que se apresentam com a exposição ao risco de contrair a doença, conforme recomendações das normas de profilaxia da raiva. A utilização do soro e/ou imunoglobulina antirrábica humana, na imunização passiva, tem como objetivo desenvolver  anticorpos neutralizantes no local de exposição, antes do paciente começar produzir os seus próprios anticorpos. Deste modo, deve administrado apenas uma vez, de preferência no ferimento ou possível porta de entrada do vírus, a quantidade máxima possível, de forma imediata e concomitantemente com a primeira dose da vacina pós-exposição. No caso do soro /ou imunoglobulina antirrábica não ser aplicado de forma concomitante com a 1ª dose de vacina antirrábica, só deverá ser administrado no máximo em até 07 dias após a aplicação da 1ª dose de vacina antirrábica.

Salientamos que após a primeira dose de vacina antirrabica humana, já há ativação de resposta imune individual. Assim, não está indicada a aplicação do soro após o 7º dia desta dose, uma vez que se tal medida for adotada, haverá competição entre a imunização passiva e a imunização ativa.

O Sistema Único de Saúde - SUS oferece de forma segura e gratuita, soro e/ou imunoglobulina e vacinas antirrábicas para a profilaxia, o que constitui um dos instrumentos mais importantes para controle da doença. A prescrição correta e a racionalidade no uso destes imunobiológicos são fundamentais para evitar a ocorrência de casos de raiva.

 

Para informações adicionais, coloco à disposição as áreas técnicas CGPNI e CGDT pelos telefones (61) 3213.8094/8296.

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