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Acidentes por animais peçonhentos

Descrição do Agravo

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Quarta, 02 de Julho de 2014, 11h23 | Última atualização em Quinta, 10 de Julho de 2014, 11h01

 

Escorpiões são artrópodes (pernas articuladas) pertencentes à Classe Arachnida (por apresentar quatro pares de pernas) e Ordem Scorpiones, de distribuição geográfica bastante ampla, estando presentes em todos os continentes, exceto na Antártica. Atualmente ocorrem 19 famílias distribuídas em todo o mundo. Os gêneros que causam os mais graves acidentes são: Androctonus e Leiurus (África setentrional), Centruroides (México e Estados Unidos) e Tityus (América do Sul e Ilha de Trinidad). No Brasil ocorrem quatro das 19 famílias existentes, sendo que apenas a Família Buthidae, que contém as espécies do gênero Tityus, apresenta espécies de importância em saúde pública.

Acidente escorpiônico ou escorpionismo é o quadro de envenenamento provocado pela inoculação de veneno através de aparelho inoculador (ferrão ou télson) de escorpiões. De importância em saúde pública no Brasil são os representantes do gênero Tityus, com várias espécies descritas:

  • T. serrulatus (escorpião-amarelo): com ampla distribuição em todas as macrorregiões do país, exceto na região Norte e no estado do Rio Grande do Sul, representa a espécie de maior preocupação em função do maior potencial de gravidade do envenenamento e pela expansão em sua distribuição geográfica no país, facilitada por sua reprodução partenogenética e fácil adaptação ao meio urbano;
  • T. bahiensis (escorpião-marrom): encontrado na Bahia e regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil;
  • T. stigmurus (escorpião-amarelo-do-nordeste): espécie mais comum do Nordeste, apresentando alguns registros nos estados do Paraná e Santa Catarina;
  • T. obscurus (escorpião-preto-da-amazônia): encontrado na região Norte e Mato Grosso.

De acordo com a distribuição das espécies de escorpiões encontradas no país, pode haver variação regional nas manifestações clínicas. Porém, de modo geral, o envenenamento escorpiônico determina alterações locais e sistêmicas, decorrentes da estimulação de terminações nervosas sensitivas, motoras e do sistema nervoso autônomo. A grande maioria dos acidentes é leve e o quadro local tem início precoce e duração limitada, no qual adultos apresentam dor imediata, eritema e edema leves, piloereção e sudorese localizadas, cujo tratamento é sintomático. Mioclonias e fasciculações são descritas em alguns acidentes por T. obscurus. Já crianças abaixo de 7 anos apresentam maior risco de alterações sistêmicas nas picadas por T. serrulatus, que podem levar a casos graves e requerem soroterapia específica em tempo adequado.

 

 

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