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Situação epidemiológica DDA

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Quinta, 27 de Março de 2014, 11h33 | Última atualização em Quinta, 10 de Maio de 2018, 16h04

Os casos individuais de DDA são de notificação compulsória em unidades sentinelas para monitorização das DDA (MDDA). O principal objetivo da Vigilância Epidemiológica das Doenças Diarreicas Agudas (VE-DDA) é monitorar o perfil epidemiológico dos casos, visando detectar precocemente surtos, especialmente os relacionados a: acometimento entre menores de cinco anos; agentes etiológicos virulentos e epidêmicos, como é o caso da cólera; situações de vulnerabilidade social; seca, inundações e desastres. Os casos de DDA são notificados no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica das DDA (SIVEP_DDA) e o monitoramento é realizado pelo acompanhamento contínuo dos níveis endêmicos para verificar alteração do padrão da doença em localidades e períodos de tempo determinados. Diante da identificação de alterações no comportamento da doença, deve ser realizada investigação e avaliação de risco para subsidiar as ações necessárias.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, doença diarreica é a segunda principal causa de morte em crianças menores de cinco anos, embora evitável e tratável. A cada ano, a diarreia mata cerca de 525.000 crianças menores de cinco anos no mundo. Uma proporção significativa de doenças diarreicas é transmitida pela água e pode ser prevenida através de água potável, saneamento e higiene adequados. Globalmente, há quase 1,7 bilhão de casos de doenças diarreicas da infância a cada ano. A diarreia é uma das principais causas de desnutrição em crianças menores de cinco anos.

Segundo estatísticas do IBGE, no Brasil em 2016, 87,3% dos domicílios ligados à rede geral tinham disponibilidade diária de água, percentual que era de 66,6% no Nordeste. Na região, em 16,3% dos domicílios o abastecimento ocorria de uma a três vezes por semana e em 11,2% dos lares de quatro a seis vezes. Foi o que revelaram os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2012-2016, divulgada pelo IBGE. A região Norte apresentava o menor percentual de domicílios em que a principal forma de abastecimento de água era a rede geral de distribuição (59,8%). Por outro lado, a região se destacava quando se tratava de abastecimento através de poço profundo ou artesiano (20,3%); poço raso, freático ou cacimba (12,7%); e fonte ou nascente (3,1%).

As inundações induzidas por mudanças climáticas e as secas podem afetar a infraestrutura familiar de acesso à/ ou abastecimento de água, saneamento e riscos relacionados à saúde. Por exemplo, as inundações podem dispersar os contaminantes fecais, aumentando os riscos de surtos de doenças transmitidas pela água, como a cólera. Além disso, a escassez de água devido à seca pode aumentar os riscos de doenças diarreicas. As inundações estão entre as ocorrências mais frequentes que atingem todas as regiões do país e têm impactos significativos sobre a saúde das pessoas e a infraestrutura de saúde. O Atlas Brasileiro de Desastres Naturais refere, no período de 1991 a 2010, que as inundações são a segunda tipologia de desastres de maior recorrência no Brasil.    A seca e a estiagem são, entre os tipos de desastre, aquelas que mais afetam a população brasileira (50,34%), por serem mais recorrentes, atingindo mais fortemente determinadas regiões do Brasil, como o Nordeste, parte do Sudeste e a Região Sul.

Diante do cenário diversificado das regiões do país, relacionado ao desenvolvimento socioeconômico, ao saneamento, ao clima e às situações adversas, como os desastres, ocorre anualmente, mais de 4 milhões de registros de casos de DDA notificados por meio da vigilância epidemiológica em unidades sentinelas instaladas nos municípios e morrem mais de 4 mil pessoas por ano. Para acessar os dados disponíveis sobre o perfil epidemiológico das DDA, acesse aqui.

Sistema de informação

O sistema de informação de vigilância epidemiológica das DDA (SIVEP_DDA) foi implantado em 2002, sendo que até 2005 os dados de casos de DDA atendidos em unidades sentinelas que realizam a MDDA eram inseridos agregados por estado, passando a ser inseridos por município a partir de 2006. O sistema é online, portanto, o dado inserido no município é acessado imediatamente em qualquer esfera de gestão do SUS. Até porque o monitoramento do padrão epidemiológico das DDA deve ser realizado em tempo oportuno para identificar os surtos, controlar e prevenir novos casos, gravidade e óbitos.

Comparações entre os dados do Ministério da Saúde e das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde

Anualmente o Ministério da Saúde (MS) realiza um “congelamento” dos dados, ou seja, em 28 de fevereiro do ano corrente, realiza-se a última tabulação de dados do ano anterior, pois o sistema possui características peculiares tais como: manter-se disponível para inserção retroativa de dados e permitir que a quantidade de unidades sentinelas implantadas seja alterada semanalmente. Por isso, é possível que haja diferença entre o dado referente ao ano anterior apresentado pelo MS, e o que consta no sistema extraído a partir de 28 de fevereiro do ano seguinte. Além disso, algumas Secretarias Estaduais de Saúde realizam cálculos relacionados à média de unidades sentinelas implantadas, o que também pode apresentar diferença em relação ao dado apresentado pelo MS.

Atualização e disponibilização dos dados

Para outros esclarecimentos sobre a vigilância das Doenças Diarreicas Agudas (DDA) e disponibilização de informações complementares, favor acessar as Secretarias Estaduais de Saúde ou solicitar ao Ministério da Saúde por meio do e-SIC, que é o Sistema Eletrônico do Serviço de Informação ao Cidadão. Por meio dele, qualquer pessoa, física ou jurídica, pode encaminhar pedidos de acesso à informação para órgãos e entidades do Poder Executivo Federal, incluindo o Ministério da Saúde.

Para maiores informações acesse:

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