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Hanseníase

Descrição da Doença

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Quinta, 27 de Março de 2014, 15h23 | Última atualização em Quarta, 05 de Novembro de 2014, 09h57

O tracoma é reconhecido milenarmente como uma importante causa de cegueira. Referências de ocorrência de casos foram encontradas desde os primeiros registros humanos, em diferentes civilizações e momentos históricos como na China (século XXVII a.C.), Suméria (século XXI a.C.), Egito (século XIX a.C.), Grécia (século V a.C.) e Roma (século I a.C.).

O tracoma não existia entre as populações nativas do Continente Americano. No Brasil, a porta de entrada do tracoma foi a região nordeste, onde relata-se ter sido introduzido a partir da deportação de ciganos, expulsos de Portugal no século XVIII. Outros dois “focos” teriam contribuído decisivamente para a disseminação do tracoma nos país: os “focos de São Paulo e do Rio Grande do Sul”, que teriam se iniciado com a intensificação da imigração europeia para esses dois estados, a partir da segunda metade do século XIX. Com a expansão da fronteira agrícola, em direção ao oeste, o tracoma foi se disseminando e tornou-se endêmico em praticamente todo o Brasil, sendo encontrado em locais de maior pobreza do território nacional.

 

No decorrer do século XX, com a melhoria das condições de vida, consequente à industrialização e ao desenvolvimento social e econômico, desapareceu da Europa, América do Norte e Japão. No entanto, o tracoma continua a ser um importante problema de saúde pública, enquanto causa de morbidade, deficiência visual e cegueira, em grande parte dos países em desenvolvimento, principalmente na África, Oriente Médio, Subcontinente Indiano e Sudoeste da Ásia e em menores proporções, na América Latina e Oceania.

O tracoma compõe o grupo de doenças relacionadas a pobreza que ocorrem com grande carga nas populações mais vulneráveis, em termos de desigualdades sociais e que persistem, apesar de instrumentos e ferramentas disponíveis para o seu controle.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza a eliminação do tracoma como causa de cegueira no mundo. Para atender ao compromisso de eliminação da doença e fundamental a adoção de praticas de vigilância e controle que ampliem o conhecimento de situação epidemiológica dirigidas as populações mais vulneráveis, para a identificação de espaços geográficos de maior risco, promover um maior acesso ao diagnostico, ao tratamento e as ações educativas para a prevenção.

 

 

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