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Malária: o que é, causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção

Nota informativa: Informações sobre caso de raiva canina por variante 3 de quiróptero

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Quarta, 11 de Maio de 2016, 17h37 | Última atualização em Quarta, 25 de Maio de 2016, 14h31

NOTA INFORMATIVA: Informações sobre caso de raiva canina por variante 3 de quiróptero

  

I- INFORMAÇÕES SOBRE RAIVA CANINA POR VARIANTE 3 DE QUIRÓPTERO.

 

  1.             No dia 19 de fevereiro de 2016 a Unidade Técnica de Vigilância de Zoonoses (UVZ)/CGDT/DEVIT/SVS/MS foi informada pela Coordenadoria do Programa Estadual Controle da Raiva da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, sobre um cão positivo para raiva (imunofluorescência direta - IFD) do munícipio de Maringá. O cão morreu em 18 de fevereiro de 2016, sendo encaminhado para o LACEN/PR no mesmo dia, o resultado positivo foi emitido em 19 de fevereiro de 2016.
  2.             A amostra do cão positivo foi encaminhada para caracterização da Variante Viral ao Instituto Pasteur em São Paulo. O resultado da linhagem genética foi compatível com o vírus da raiva isolado de morcegos hematófagos Desmodus rotundus e morcegos frugívoros Artibeus lituratus (compatível com variante genética 3).
  3.             O cão positivo para raiva era da raça beagle, sem histórico vacinal, domiciliado em apartamento, na R. Jangada, Zona 7, Maringá-PR, e esteve em no município de Macapá, estado do Amapá, em 21 de dezembro de 2015, retornando à Maringá em 02 de fevereiro de 2016.
  4.             No dia 14 de fevereiro de 2016, o cão apresentou episódio de vômito e dificuldade de deglutição, sendo encaminhado para uma clínica médica veterinária no dia 15 de fevereiro de 2016. Desde o retorno a Maringá, o animal não teve acesso a outro local além do apartamento e a garagem do prédio, sem relato de contato com outros animais.
  5.             A investigação do caso realizada pelas Secretarias Municipais de Saúde de Maringá e Macapá em conjunto com as Secretarias de Estado da Saúde do Paraná e Amapá, conseguiram averiguar que, na primeira quinzena de janeiro de 2016, o cão positivo para raiva foi visto em contato com um quiróptero, aparentemente morto, no município de Macapá-AP.
  6.             Os relatórios enviados pelas equipes de investigação das SMS/SES indicam que o Local Provável de Infecção ocorreu em Macapá/AP, na residência onde o animal esteve domiciliado no período de 21 de dezembro de 2015 a 01 de fevereiro de 2016, sendo o período provável de infecção entre 01 a 15 de janeiro de 2016.
  7.             Com base nesse relato e nas datas de primeiros sintomas, foi possível avaliar que o período máximo de incubação foi de 45 dias (01 de janeiro a 14 de fevereiro de 2016) e o mínimo de 30 dias (15 de janeiro a 14 de fevereiro de 2016).
  8.             Com base na literatura e na história natural da doença o período de transmissibilidade do vírus pela saliva do cão, ocorreu em Maringá/PR.

 

Figura 1 – Prováveis períodos de incubação e de transmissibilidade no cão positivo para raiva.

Fonte: UVZ/CDGT/SVS/MS

 

II- VIGILÂNCIA DE CONTACTANTES.

  1.             Maringá/PR - A atividade de investigação realizada pela SMS de Maringá encontrou 12 contactantes, sendo o 1 proprietário do animal, 2 familiares do proprietário, 2 amigos dos proprietários, 6 profissionais médicos veterinários que prestaram atendimento ao animal (1 sem esquema de pré-exposição e 5 com esquema incompleto) e 1 auxiliar da clínica veterinária sem pré-exposição que tiveram contato ou cuidaram do animal entre 14 e 18 de fevereiro de 2016. Nenhuma dessas pessoas foi agredida pelo animal.
  2.             Os contactantes foram encaminhados para avaliação médica e estão recebendo a profilaxia antirrábica pós-exposição e sendo monitorados. No dia 31 de março de 2016, todos os 12 dos contactantes já haviam finalizado o esquema profilático. Todos os contactantes têm sido acompanhados pela SESA do PR.
  3.             A SESA do Paraná disponibilizou 250 doses de Vacina Antirrábica Humana para o município de Maringá, encaminhadas via 15ª Regional de Saúde para atendimentos dos contactantes do caso. A SESA/PR por meio da coordenação do Programa Estadual de Controle da Raiva disponibilizou outras 500 doses que ficaram na Regional à disposição da SMS, mas não foram utilizadas, visto o pequeno número de pessoas expostas. Não houve indicação para utilização de Soro ou Imunoglobulina Antirrábica Humana.
  4.             Macapá/AP - A SMS de Macapá orientou, no inicio das investigações, que as pessoas que estiveram na mesma residência em que o cão estava procurassem assistência médica para avaliação da necessidade de profilaxia pós-exposição. Em razão do início dos sintomas ter ocorrido em 14 de fevereiro e sendo que o período de transmissibilidade ocorreu apenas em Maringá/PR, não há no esquema de profilaxia antirrábica humana a recomendação de institui-lo nas pessoas que estiveram em contato com o cão positivo, quando ele esteve em Macapá/AP.

 

III- AÇÕES DE CONTROLE E MITIGAÇÃO.

           

  1.             Maringá/PR – A SMS de Maringá realizou no dia 01 de março de 2016, ações de bloqueio vacinal, conforme o preconizado pelo Programa Nacional de Controle da Raiva. Ressalta-se que o bloqueio vacinal foi indicado em razão da ausência de caracterização da variante viral e do Local Provável de Infecção. A SES do Paraná disponibilizou o quantitativo de 1.000 doses de Vacina Antirrábica Canina para essa atividade, sendo vacinados 200 animais (160 cães e 40 gatos) entre dias 02/03 e 05/03/2016.
  2.             Macapá/AP - A SMS de Macapá e SES de Amapá vêm realizando ações de monitoramento dos animais da residência em que o cão esteve domiciliado e verificou que todos esses animais contactantes estavam vacinados com seus respectivos cartões de vacina atualizados. Realizaram também ações de captura de quirópteros, resultando em dois espécimes que serão encaminhados para o LACEN/AP para o diagnóstico de raiva.
  3.             Pelos relatórios apresentados é possível identificar que as condutas adotadas até o momento pelas Secretarias Municipais de Saúde de Maringá e Macapá e pelas Secretarias Estaduais de Saúde do Paraná e do Amapá estão sendo conduzidas dentro das ações preconizadas pelo Programa Nacional de Controle da Raiva.
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