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Malária: o que é, causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção

Orientações para profissionais de saúde

Escrito por Tatiana Teles | | Publicado: Terça, 14 de Novembro de 2017, 18h11 | Última atualização em Segunda, 30 de Abril de 2018, 11h51

A raiva é de extrema importância para saúde pública, devido a sua letalidade de aproximadamente 100%, por ser uma doença passível de eliminação no seu ciclo urbano (transmitido por cão e gato) e pela existência de medidas eficientes de prevenção, como a vacinação humana e animal, a disponibilização de soro antirrábico humano, a realização de bloqueios de foco, entre outras.

Frente a uma possível exposição ao vírus da raiva, é imprescindível a limpeza do ferimento com água corrente abundante e sabão, ou outro detergente, o que contribui na diminuição do risco de infecção, devendo ser realizado o mais rapidamente possível após a agressão e, após, deve-se buscar imediatamente assistência médica, para avaliação e, se necessário, aplicação de vacina e soro antirrábico (segundo o esquema de pós-exposição).

Na unidade de saúde, recomenda-se repetir a limpeza, independentemente do tempo transcorrido, visando eliminar sujidades, cuidando para não agravar o ferimento e, em seguida, devem ser utilizados antissépticos que inativem o vírus da raiva (como livinilpirrolidona-iodo, povidine ou gluconato de clorexidine, por exemplo).

Não se recomenda a sutura dos ferimentos e, quando for absolutamente necessário, aproximar as bordas com pontos isolados e, o soro antirrábico, se indicado, deverá ser infiltrado uma hora antes da sutura. A profilaxia do tétano segundo o esquema preconizado (caso não seja vacinado ou com esquema vacinal incompleto) e uso de antibióticos devem ser indicados após avaliação médica.

Em casos de contato indireto, ou seja, quando ocorre por meio de objetos ou utensílios contaminados com secreções de animais suspeitos, e lambedura na pele íntegra por animal suspeito, indica-se apenas lavar bem o local com água corrente e sabão.

Tanto os casos de profilaxia antirrábica humana quanto os casos suspeitos ou confirmados de raiva humana, precisam ser adequadamente investigados e notificados no SINAN. Também os casos de eventos adversos pós-vacinal precisam ser adequadamente investigados e informados.

Notificação

Todo caso humano suspeito de raiva é de notificação individual, compulsória e imediata aos níveis municipal, estadual e federal. Portanto deve ser investigado pelos serviços de saúde por meio da ficha de investigação, padronizada pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Todo atendimento antirrábico deve ser notificado, independente do paciente ter indicação de receber vacina ou soro antirrábico. Existe uma ficha específica padronizada pelo Sinan, que se constitui em um instrumento fundamental para decisão da conduta de profilaxia a ser adotada pelo profissional de saúde, que deve ser devidamente preenchida e notificada.

  • Caso humano de raiva

Todo caso humano suspeito de raiva é de notificação compulsória e imediata nas esferas municipal, estadual e federal. A notificação deve ser registrada no Sinan, por meio do preenchimento e envio da Ficha de Investigação da Raiva.

  • Acidente por animal potencialmente transmissor da raiva

Todo atendimento por acidente por animal potencialmente transmissor da raiva deve ser notificado pelos serviços de saúde, por meio da Ficha de Investigação de Atendimento Antirrábico do Sinan. A ficha deve ser devidamente preenchida e inserida no Sinan, independentemente de o paciente ter indicação de receber vacina ou soro.

  • Eventos adversos à vacina ou soro humano

Devem ser notificados todos os eventos ocorridos após a aplicação de um produto imunobiológico, respeitando-se a plausibilidade biológica da ocorrência, realizando-se um diagnóstico diferencial abrangente e descartadas condições ocorridas concomitantemente ao uso da vacina sem qualquer relação com ela. No Manual de Vigilância de Eventos Adversos Pós-Vacinação (2014), encontram-se definições de caso para os eventos adversos específicos ou não para cada vacina.

 

 

 

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