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Malária: o que é, causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção

Malária grave e complicada por P. falciparum ou P. vivax

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Quinta, 03 de Abril de 2014, 11h10 | Última atualização em Segunda, 17 de Agosto de 2020, 12h53

Embora a maioria dos casos de malária grave seja causada por infecções por P. falciparum, os casos provocados por P. vivax também podem acarretar doença grave e morte, seja por ruptura espontânea ou traumática do baço, complicações respiratórias ou anemia grave, especialmente em pacientes com doenças concomitantes, pacientes debilitados e desnutridos. Também não é raro que formas complicadas de malária vivax (com icterícia ou sangramento) estejam associadas a coinfecções, tais como a dengue.

A orientação da OMS é tratar adultos e crianças com malária grave (incluindo crianças menores/lactentes e gestantes em todos os trimestres de gestação e em período de amamentação) com artesunato intravenoso (IV) ou intramuscular (IM), um antimalárico potente e de ação rápida, por no mínimo 24 horas e até que possam tomar medicação oral (completar então o tratamento preconizado por espécie parasitária – respeitando as restrições de uso da primaquina) (Figura 3). Crianças com peso inferior a 20 kg devem receber maior dose parenteral de artesunato (3,0 mg/kg/dose) do que crianças com mais de 20 kg e adultos (2,4 mg/kg/dose) para garantir uma exposição equivalente ao medicamento.

>> Para mais informações, consulte o Guia prático de tratamento da malária no Brasil

Controle de cura
Recomenda-se o controle de cura, por meio da lâmina de verificação de cura (LVC), para todos os casos de malária, especialmente os casos de malária por P. falciparum. O controle de cura tem como objetivo a observação da redução progressiva da parasitemia e da eficácia do tratamento e a identificação oportuna de recaídas. Recomenda-se a realização de LVC da seguinte forma:

P. falciparum – em 3, 7, 14, 21, 28 e 42 dias após o início do tratamento.
P. vivax ou mista – em 3, 7, 14, 21, 28, 42 e 63 dias após o início do tratamento.

IMPORTANTE: O dia em que o diagnóstico é realizado e que se inicia o tratamento é considerado como dia zero (D0). Por exemplo, se o tratamento se iniciou no dia 2 de agosto, este dia é considerado D0, 3 dias após o início do tratamento será o dia 5 de agosto (D3).
Mais informações sobre o tratamento da malária estão disponíveis no Guia de Tratamento da Malária no Brasil e no Manual prático: tratamento da malária grave.

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