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Descrição da Doença

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Quinta, 27 de Março de 2014, 15h23 | Última atualização em Quarta, 25 de Junho de 2014, 10h08

 

Sinonímia

Paralisia infantil.

 

Etiologia

É causada pelo poliovírus, pertencente ao gênero Enterovírus, da família Picornaviridae, composto de três sorotipos (1, 2 e 3). É caracterizada nos seus quadros clássicos por paralisia flácida de início súbito, mas pode se apresentar de diferentes formas clínicas: inaparente ou assintomática ocorre em mais de 90% das infecções; abortiva em cerca de 5% dos casos caracterizada por sintomas inespecíficos, e a paralítica, pouco freqüente, de 1 a 1,6% dos casos.

 

Reservatório

O homem.

 

Modo de transmissão 

Principalmente por contato direto pessoa a pessoa, pelas vias fecal-oral (a principal), por objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou de portadores, ou pela via oral-oral, por meio de gotículas de secreções da orofaringe ao falar, tossir ou espirrar. As más condições habitacionais, a higiene pessoal precária e o elevado número de crianças numa mesma habitação constituem fatores que favorecem a transmissão do poliovírus.

 

Período de incubação

Geralmente, de 7 a 12 dias, podendo variar de 2 a 30 dias.

 

Período de transmissibilidade

Não se conhece com exatidão. Pode iniciar-se antes do surgimento das manifestações clínicas, sendo o vírus encontrado nas secreções da orofaringe após 36 a 72 horas a partir da infecção. Em indivíduos infectados, a eliminação do vírus pela orofaringe persiste por um período de aproximadamente 1 semana e nas fezes por cerca de 3 a 6 semanas, enquanto nos indivíduos reinfectados a eliminação do vírus se faz por períodos mais reduzidos.

 

Complicações

Sequelas paralíticas. Parada respiratória devido à paralisia muscular.

 

Características Gerais e Distribuição no Brasil e no Mundo

A poliomielite é uma doença muito antiga, de distribuição mundial, até a década de 1980. Foram descobertas paralisias residuais ou seqüelas provavelmente causadas por poliovírus em artefatos produzidos na 18º Dinastia (1.580 - 1.350 Ac), do antigo Egito, dando indícios da antiguidade da doença. As primeiras observações científicas sobre a doença foram feitas por Heine, em 1840, descrevendo as alterações do neurônio do corno anterior da medula.

 

No Brasil a realização de duas campanhas anuais de vacinação, a partir de 1980, reduziu a incidência da poliomielite de 2,2/100.000 habitantes para 0,2/100.000 em 1985. Em 1989, ano em que ocorreu o último caso de pólio no país, a incidência foi de 0,03/100.000 hab. Foram implementadas medidas que tornaram o sistema de vigilância epidemiológica mais sensível, permitindo controle da doença mais eficaz.

 

O êxito observado com a implantação dessa estratégia, e a estrutura construída para sua execução, estimulou a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), a conclamar os países das Américas participarem da Proposta de Erradicação da Transmissão Autóctone do Poliovírus Selvagem, até o ano de 1990. Em 1988, a Assembléia Mundial de Saúde estabeleceu como objetivo a erradicaçãoglobal da poliomielite por poliovírus selvagem no ano 2000, e em 1994, o Brasil e demais países das Américas, receberam da OPAS o certificado de erradicação do poliovírus selvagem de seus territórios.

 

 

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